A comentarista da ESPN e colunista do Lei em Campo, Renata Ruel, diz que "a International Board junto com a FIFA entenderam que esse é um dos momentos raros no mundo onde o bom senso precisa prevalecer. A alteração é para atender uma situação inusitada e pode ser uma experiência para se aumentar os números de substituições futuramente. Acredito que foi uma atitude sensata e que a experiência possa dar novos rumos a essa regra.
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"Felipe Mourão, advogado especializado em direito esportivo, destaca algo importante, a FIFA autoriza a mudança, mas não determina, "A FIFA deixou bem claro que as entidades organizadoras das competições terão absoluta discricionariedade neste sentido. Assim, teremos que aguardar eventuais posicionamentos da CONMEBOL, CBF e Federações Estaduais sobre as competições que organizam". Felipe defende a adoção da medida no Brasil: "aspecto positivo que o COVID-19 trará para o futebol brasileiro: a valorização e a adequada proteção da saúde e da integridade física e mental dos jogadores em detrimento dos interesses comerciais dos principais stakeholders deste esporte no país', diz Felipe.
Já Pedro Mendonça, advogado especialista em direito esportivo, também aprova a mudança, e destaca que "o texto divulgado pela FIFA deixa claro que se trata de uma adaptação (até aqui provisória) que visa adequar o jogo a um calendário que provavelmente será bastante rigoroso quando as competições forem retomadas. Ou seja, é a Lex Sportiva alterando momentaneamente as "regras do jogo" em decorrência das substanciais mudanças no calendário causadas pelas atuais determinações dos Estados de proibição de eventos esportivos para preservação da saúde pública.
A medida, que passa a valer imediatamente, é temporária e, em princípio, será adotada para as temporadas 19/20 e 20/21 dos campeonatos. Segundo a Fifa, a mudança foi feita para proteger os atletas, após o período de confinamento que eles tiveram de passar por conta da Covid-19.
Para evitar que o jogo seja interrompido muitas vezes, cada equipe terá apenas três oportunidades para fazer substituições. Mas as substituições também podem ser feitas no intervalo das partidas.
Outro ponto importante é que as substituições não utilizadas serão transportadas para a prorrogação. Onde as regras da competição permitirem uma substituição adicional no tempo extra, as equipes terão uma oportunidade de substituição adicional. Essas trocas podem acontecer antes ou no intervalo da prorrogação.
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Então, não entendo o porque de não ter mais substituições, pelo menos cinco, ora, o tempo das substituições deve ser acrescidas ao final, pode se criar mecanismos que punam quem usar as mesmas para ganhar tempo, o que muda? Para mim muda muito, hoje os técnicos tem três, mas na verdade uma se usa apenas no final do jogo pois pode machucar alguém e não ter reparação e o time acabar o jogo com um a menos, abre um leque de opções para os técnicos, podem avaliar mais jogadores, principalmente se falando de base, que por ser apenas três substituições dificilmente são usados nos jogos, hoje mesmo se falando de São Paulo, Hernanes, Everton e Pablo são reservas, ou seja tá aí as três substituições já previstas, com cinco outros teriam mais oportunidades, eu penso assim.
Poderiam estudar a possibilidade de um jogador substituído votar. Assim craques mais velhos poderiam entrar e sair nos momentos que se fizeram necessários.