Atletas confirmam "não" aos clubes, e querem CBF na negociação

Fonte UOL
Os atletas recusaram a proposta de redução salarial da Comissão Nacional de Clubes. O documento foi entregue por e-mail às 17h desta quarta-feira (25/03) pela Federação Nacional de Atletas Profissionais (FENAPAF) aos clubes. Além de não aceitarem a redução, os atletas querem que a CBF entre na negociação.

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A crise provocada pelo coronavírus, que colocou as pessoas em isolamento e parou o esporte no Brasil e na maioria do mundo, trouxe uma grande discussão entre clubes e atletas. Alegando a crise financeira que a epidemia já está provocando nos clubes, a Comissão Nacional apresentou a FENAPAF uma proposta de redução salarial e férias antecipadas no fim de semana.
Entenda o caso e o que pode acontecer
A proposta dos clubes era de redução de até 25% nos salários, e férias antecipadas de primeiro até 20 de abril. Após conversas, os atletas decidiram não aceitar nenhuma redução salarial neste momento. Os jogadores concordaram em entrar em férias no dia primeiro de abril, mas com uma condição: querem que a CBF seja fiadora para o cumprimento no pagamento dos salários de março e das férias em abril.
A ideia é avaliar o cenário até o final do próximo mês e, se for o caso, voltar a negociar com os clubes.
Os clubes já haviam mudado a proposta. A primeira previa uma redução nos salários de até 50%, que poderia (e deveria) ser considerada inconstitucional, como também falava em renegociar acordos homologados pela Justiça, o que também trazia risco jurídico gigante.
De acordo com que determina a legislação, a proposta foi enviada ao sindicato que representa a categoria dos atletas nacionalmente, no caso a FENAPAF.
A entidade informou que enviou comunicado a todos os sindicatos pedindo que ouvissem os atletas, e também passou a entrar em contato com vários atletas. Geromel, Daniel Alves, Fernando Prass foram alguns dos atletas ouvidos. A entidade diz que conversou por mensagem com mais de 80 atletas de todas as divisões e regiões do futebol brasileiro. Só o Sindicato Municipal de São Paulo conversou com cerca de 40 atletas.
Em um momento importante como esse era fundamental ouvir um grande número de atletas, para tornar a decisão mais plural, democrática e representativa.
O presidente do Sindicato Municipal de Atletas São Paulo, Washington Mascarenhas, disse ao Lei em Campo que "a decisão foi dos atletas, e por isso ouvimos o maior número possível nesse período curto para apresentar uma resposta".
Nas conversas sobre a proposta, alguns atletas lembraram que alguns dos grandes clubes mais que dobraram faturamento nos últimos 5 anos, e nenhum deles chamou atletas para dividir lucros em período de bonança.
A CLT prevê, nos termos do artigo 611 da CLT, a validade das negociações feitas sob essa modalidade. Se houvesse acerto entra as partes, o acordo precisaria ser homologado na Justiça do Trabalho.
A decisão traz risco jurídico, que os atletas estão dispostos a correr. Os clubes podem alegar que em função da pandemia, um caso excepcional, é possível reduzir os salários sem acordo coletivo com base no artigo 503 da Consolidação das Leis Trabalhistas que diz ser "lícita, em caso de força maior ou prejuízos devidamente comprovados, a redução geral dos salários dos empregados da empresa, proporcionalmente aos salários de cada um, não podendo, entretanto, ser superior a 25% (vinte e cinco por cento), respeitado, em qualquer caso, o salário mínimo da região". No momento em que a pandemia chegar ao fim, ficaria garantido o pleno restabelecimento dos salários reduzidos.

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São Paulo, jogadores, férias, salários, acordo, CBF
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Comentários

lucas araujo
7 1
25/03/2020 20:30:47

Eles querem que a gente se **** por isso acho que devia ser libersdo pra jogar pro povo sair pra trab quero que estes jodgadorsva tomar no cu nao vou gasyar meu dinheito pra ir em jogo comprar camisa nao dou um centavo pro sp daqui pea frente e quero que estes jogarres vao tomar no cu eu ganho tres salrios e tenho familia e vao cortar meu salrio agora estes ***** s estao achando ruim vao ******** daniel alves e compahania

valter passos
16 1
25/03/2020 19:30:51

O trabalhador comum pode ficar em casa sem receber,agora eles ñ podem ter uma redução no salário.queria saber o q o D.Alves acha disso.

alceu ferreira pinto
13 1
25/03/2020 18:56:51

Eles são uma classe essencial ao pais sem esses vagabundos o pais quebra vai a falencia não deveriam receber porra nenhuma igual às pessoas "normais"

jose feitosa
14 1
25/03/2020 18:56:25

Voce pode xingar o pai, a mãe, o irmão o filho e a mulher, o cara nem liga. Agora mexe no bolso dele. O cara fica puto, irado, insandecido.

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