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Titular no São Paulo de Fernando Diniz e reserva na seleção brasileira de André Jardine no Pré-Olímpico, disputado no começo do ano na Colômbia, Igor Gomes disse entender a gravidade da situação. O jogador lamentou o problema de saúde pública e o adiamento da Olimpíada. Fora da última convocação da seleção, ele diz que mantém o desejo de representar o Brasil nos Jogos.
– É uma pena tudo o que aconteceu. Esse ano tinha tudo para ser... tem ainda para ser maravilhoso. Lógico que criamos expectativas, por ser ano de Brasileiro, Libertadores e Olimpíada. Ver da forma que foi adiado é meio frustrante, mas a cabeça segue a mesma. Tenho desejo de jogar pela seleção brasileira, desejo de jogar uma Olimpíada e representar meu país em competições importantes. Vou seguir trabalhando e me dedicando nos jogos e treinamentos para ser recompensado de uma maneira muito positiva – disse Igor Gomes, em entrevista exclusiva.
– Temos que nos atentar a isso, porque não é uma brincadeira. Estamos lidando com vidas humanas. Quanto mais formos conscientes da situação, melhor – afirmou o jogador.
Justamente por causa do coronavírus, Igor Gomes está de quarentena com a família em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, onde segue as orientações de treinos do clube durante a paralisação do futebol brasileiro.
Em meio ao problema de saúde pública, Igor Gomes ao menos teve uma boa notícia nos últimos dias. O jogador recebeu um aumento salarial do São Paulo pelo rendimento dentro de campo. Seu contrato segue válido até março de 2023.
– Assim que soube que o São Paulo queria fazer esse reajuste salarial, fiquei muito feliz. A torcida grita meu nome e eu me sinto honrado pelo que estou apresentando. Fico feliz e agradeço a confiança. Espero cada vez mais retribuir em campo. Não que (o aumento) seja algo que vai influenciar ou atrapalhar. Não ligo muito para isso. Mas lógico que é uma parte importante e fico feliz de estar acontecendo na minha vida – afirmou Igor Gomes.
Com o meia em campo, o Tricolor dobrou o número de gols e melhorou seu aproveitamento.
– Fico feliz, mas não podemos falar que é só o Igor. Tem que pensar muito no coletivo. Esse é o princípio do nosso jogo. É o coletivo. Se ver como começamos a construir as jogadas, muitas vezes eu estou do lado do Dani (Alves) e do Tchê Tchê quase na risca da área buscando o jogo e vamos juntos em bloco levando a bola para nossos atacantes. Até certo ponto, é meu mérito por alguns passes decisivos ou finalização para o gol. Mas a base para fazer tudo isso são meus parceiros dentro de campo, Dani e Tchê Tchê. Não só eles, mas são os que estão mais próximos de mim. Seria muito injusto da minha parte dizer que só eu tô carregando esse piano (risos). É o princípio nosso, esse bloco, essa união nossa que leva a todo o desempenho que estamos tendo.
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Em bom momento individual e coletivo no São Paulo, Igor Gomes não pensa em seguir agora o caminho da Europa como o companheiro Antony, vendido ao Ajax e com saída programada para o meio do ano.
– Não gosto muito de ficar pensando no futuro. Minha cabeça hoje está toda no São Paulo. Estou muito feliz com o grupo e o que estamos apresentando. Sei aonde podemos chegar com tudo isso e quero estar participando. O futuro a Deus pertence. O que tiver de acontecer vai acontecer. Eu vou estar lá. Se Deus quiser, esse ano no São Paulo brigando por título e me divertindo dentro de campo, representando o clube que eu gosto.
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