Uma apuração da diretoria do São Paulo registrada em cartório indica que o vice-presidente Roberto Natel seria o suposto responsável por vazar informações internas do clube a "Edward Lorenz", codinome do hacker que chantageou conselheiros e dirigentes por e-mails e pedia pagamento de R$ 1 milhão.
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Natel, porém, nega ter vazado documentos, diz desconfiar que sua rede interna pode ter sido invadida e afirma que vai contratar um advogado.
O São Paulo contratou uma perícia para verificar se a rede interna havia sido invadida ou não. Ao comprovar que isso não ocorreu, o clube usou um documento do orçamento de 2020 como uma espécie de isca para buscar a fonte dos vazamentos.
Para isso, adulterou palavras, colocou erros de acentuação e fez marcações específicas em diferentes versões desse mesmo documento, registrou tudo em cartório e enviou para dirigentes e conselheiros.
A versão enviada a Roberto Natel tinha propositalmente um erro na palavra "prêmio", escrita sem acento da seguinte maneira: "Premios Camp. Paulista", conforme mostra documento publicado pelo "UOL". O e-mail enviado pelo hacker tinha o documento do orçamento de 2020 com esse mesmo erro de acentuação.
– Estão fabricando as coisas. Por que vou precisar passar algo a hacker? Se tiver de falar digo na frente do Leco, no Conselho. Tenho tranquilidade absoluta. De maneira alguma. Não sou disso. Nunca precisei disso. Vou contratar um advogado e ver para verificar, porque é uma acusação muito grave. Vai ter que mostrar como foi feito. Estou tranquilo. Fico contente porque estou incomodando os incompetentes –disse Roberto Natel.
Segundo o "UOL", ao menos uma das imagens registradas na ata notarial mostra o e-mail adulterado propositalmente enviado pelo chantageador ao presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco. Presidente e vice estão rachados há anos. Nos e-mails enviados aos conselheiros, no fim de 2019, o suposto hacker ameaçava expor corrupção no clube (entenda abaixo).
– Tenho certeza que a minha rede pode ter sido invadida. Amigos meus particulares, esposa e filhos receberam nos e-mails deles coisas do hacker relacionados ao São Paulo. Só posso deduzir que alguém entrou no meu e-mail. Estão tentando me incriminar. O que estão querendo fazer: me expulsar. Não vão me calar. Não aceito o que está acontecendo com o clube. Estão querendo mexer com meu nome –afirmou o vice-presidente.
Procurado, o São Paulo informou que não vai se manifestar sobre o assunto.
Entenda o caso
Em novembro, o São Paulo sofreu uma tentativa de extorsão. Conselheiros receberam três e-mails exigindo o pagamento de R$ 1 milhão. Caso contrário, o autor das mensagens, que se identificou como "Edward Lorenz", ameaçava divulgar arquivos confidenciais.
Nas mensagens, todas elas com "Bastidores do Poder" como assunto, a pessoa que se identifica como "Edward Lorenz" – o nome do meteorologista que criou a tese do "Efeito Borboleta" na Teoria do Caos, morto em 2008 – ameaçava expor diretoria, conselheiros, atletas e até ex-atletas do São Paulo. Ele colocava prazo para pagamento e repetiu a ação mais de uma vez.
Durante o processo, o São Paulo enviou um e-mail para os conselheiros do clube explicando que as mensagens eram uma "nova tentativa de fraude e extorsão".
Mas por que nova tentativa?
Porque em 2017 uma pessoa identificada com o mesmo pseudônimo enviou mensagens para o clube na tentativa de extorquir dinheiro com a mesma motivação: não divulgar documentos confidenciais. Na ocasião, inclusive, foi aberto um inquérito policial que segue em curso, em segredo de justiça.
O caso está na 4ª DIG, Delegacia de Polícia de Investigações sobre Fraudes Patrimoniais Praticadas por Meios Eletrônicos. O São Paulo deve, agora, informar à Polícia Civil mais essa tentativa de extorsão.
Ameaça a Leco
Esse e-mail enviado pelo São Paulo aos conselheiros, colocando o departamento jurídico do clube à disposição, foi respondido por "Edward Lorenz" no mesmo dia.
Nesse novo contato, ele ameaçava o presidente do São Paulo, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, dizendo que iria começar a vazar supostos documentos que mostrariam uma suposta corrupção do dirigente.
Na mensagem aos conselheiros, o São Paulo reitera que esse movimento não passa de uma "nova tentativa infrutífera de fraude e extorsão" e que "os e-mails e os respectivos documentos apenas reiteram inveracidades e ameaças anteriormente feitas".
Além disso, o São Paulo dizia que dava o "devido tratamento jurídico e técnico à questão", informava que a divulgação indevida de documentos pode atrapalhar a investigação policial e pedia para que novos e-mails semelhantes fossem encaminhados ao departamento jurídico.
Na época, o GloboEsporte.com teve acesso a documentos anexados no e-mail aos conselheiros. Tratavam-se de contratos e troca de mensagens já revelados em outras oportunidades, como, por exemplo, e-mails enviados pelo antigo vice Ataíde Gil Gueirreiro ao ex-presidente Carlos Miguel Aidar quando ambos se desentenderam, entre outros.
Pessoas do clube ouvidas pela reportagem acreditavam que a tentativa de extorsão era uma manobra política em meio ao momento conturbado do clube. O presidente Leco tem sido alvo constante de críticas.
hacker, Leco, São Paulo
K... se fudeu... foi pego fera, já era... k... isso ae os caras tiraram de um filme, para descobrir o espião eles passaram uma data diferente da invasão para cada responsável e interceptaram a msg do inimigo.... k
Hackers sabe o que significa para mim sou um inútil e sem ocupação então só sei fazer *****
Ontem tem politica tem roubo. Tem traiagem. Quando o club nao virar um club empresa vai continuar essa pouca vergonha. Compara o spfc com o senado. Tem alguma diferença?
Nao quero saber quem vazou o documento quero q se tiver uma irregularidade os envolvidos sejam punidos
Meu Deus!quando irá acabar essa bagunça no spfc????????