Raí conversou com jogadores sobre dinheiro e salários antes da contratação de Dani Alves
Fonte UOL
7 de Outubro de 2019
Raí é diretor-executivo de futebol do São Paulo (Imagem: Marcello Zambrana/AGIF)
Diretor de futebol do São Paulo, Raí contou ter conversado com os jogadores do clube antes da contratação de Daniel Alves, em agosto. O cuidado foi motivado pelas dívidas do clube nos últimos anos e pelo salário do jogador — cerca de R$ 1,5 milhão entre salário e direitos de imagem.
Em entrevista ao Valor Investe, Raí disse que a conversa com os jogadores foi para garantir que o reforço não afetaria seus recebimentos. "Sim, a gente teve esse cuidado. E foi tudo bem aceito e compreendido. Até porque fomos claros em colocar que não vai ser só o clube que vai pagar. Antes de fechar e depois que fechou, fiz questão de passar para o time que isso não ia mudar em nada a situação deles", explicou.
LEIA TAMBÉM: Não assistiu ao jogo? Leia aqui o resumo e veja como foi a metodologia de Diniz em campo
O ídolo da torcida são-paulina também falou sobre a pressão por títulos — o último conquistado pelo clube foi o da Copa Sul-Americana, em 2012. "Não tem como evitar (pensar nisso). Eu até não penso muito, mas o assunto sempre vem. É o bode da sala. Aquela coisa: você pode até melhorar, mas não importa, tem que ganhar", falou.
Sobre o fato de os jogadores terem sido consultados antes da contratação do técnico Fernando Diniz após a saída de Cuba, Raí disse que não acompanhou todas as notícias que saíram e que "no futebol tudo é exagero".
"O Cuca resolveu sair em um momento inesperado, tivemos pouco tempo para responder. Ouvimos os jogadores, e foi muito saudável, mas se viesse deles outro nome com o qual a gente não concordasse, não ia rolar. Teve uma convergência. E isso é bom, me deixa ainda mais otimista na crença do trabalho do Diniz."
Questionado sobre o que o futebol brasileiro precisa, o diretor de futebol respondeu: "Clubes que se unam e debatam interesses comuns próprios". "Tem espaço para os clubes pensarem o futebol como um grande negócio. Entre eles mesmo, para depois ver a repartição. Não adianta fazer um grande trabalho se o sistema em que se está inserido não é consistente", argumentou.
São Paulo, Raí, Conversou, Jogadores, Dinheiro, Salários, Contratação, Dani Alves, SPFC
Diretor de futebol do São Paulo, Raí contou ter conversado com os jogadores do clube antes da contratação de Daniel Alves, em agosto. O cuidado foi motivado pelas dívidas do clube nos últimos anos e pelo salário do jogador — cerca de R$ 1,5 milhão entre salário e direitos de imagem.
Em entrevista ao Valor Investe, Raí disse que a conversa com os jogadores foi para garantir que o reforço não afetaria seus recebimentos. "Sim, a gente teve esse cuidado. E foi tudo bem aceito e compreendido. Até porque fomos claros em colocar que não vai ser só o clube que vai pagar. Antes de fechar e depois que fechou, fiz questão de passar para o time que isso não ia mudar em nada a situação deles", explicou.
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O ídolo da torcida são-paulina também falou sobre a pressão por títulos — o último conquistado pelo clube foi o da Copa Sul-Americana, em 2012. "Não tem como evitar (pensar nisso). Eu até não penso muito, mas o assunto sempre vem. É o bode da sala. Aquela coisa: você pode até melhorar, mas não importa, tem que ganhar", falou.
Sobre o fato de os jogadores terem sido consultados antes da contratação do técnico Fernando Diniz após a saída de Cuba, Raí disse que não acompanhou todas as notícias que saíram e que "no futebol tudo é exagero".
"O Cuca resolveu sair em um momento inesperado, tivemos pouco tempo para responder. Ouvimos os jogadores, e foi muito saudável, mas se viesse deles outro nome com o qual a gente não concordasse, não ia rolar. Teve uma convergência. E isso é bom, me deixa ainda mais otimista na crença do trabalho do Diniz."
Questionado sobre o que o futebol brasileiro precisa, o diretor de futebol respondeu: "Clubes que se unam e debatam interesses comuns próprios". "Tem espaço para os clubes pensarem o futebol como um grande negócio. Entre eles mesmo, para depois ver a repartição. Não adianta fazer um grande trabalho se o sistema em que se está inserido não é consistente", argumentou.
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