Clima pesado! Dorival sofre fritura no São Paulo após críticas e Massis toma decisão
Dorival sofre fritura após criticar o CT do São Paulo. Casos de Crespo e Rogério Ceni reacendem debate sobre cobranças públicas e desgaste com dirigentes.
O clima nos bastidores do São Paulo ganhou um novo capítulo. O técnico Dorival Júnior passou a enfrentar um processo de desgaste interno após criticar publicamente as condições dos gramados do CT da Barra Funda. Segundo apuração do jornalista Valentin Furlan, do UOL, divulgada nesta quarta-feira (14), as declarações incomodaram pessoas próximas ao presidente Harry Massis Júnior.
O clima nos bastidores do São Paulo voltou a ficar tenso. O técnico Dorival Júnior passou a enfrentar um processo de desgaste interno após criticar publicamente as condições dos gramados do CT da Barra Funda. As declarações incomodaram pessoas próximas ao presidente Harry Massis Júnior.
Após a vitória sobre o Vitória, Dorival afirmou que nenhum dos três campos do centro de treinamento apresentava condições adequadas e relacionou a situação às dificuldades enfrentadas pela equipe, incluindo o número de lesões. A exposição dos problemas estruturais provocou desconforto entre integrantes próximos à gestão.
Dorival enfrenta fritura, mas tem respaldo de Massis
Aliados da presidência interpretaram as declarações como uma tentativa de justificar o desempenho irregular da equipe. Apesar da chamada "fritura" nos bastidores, Harry Massis não trabalha com a demissão do treinador neste momento e pretende deixar a decisão sobre seu futuro para o próximo presidente, que será escolhido em dezembro.
A situação chama atenção para um histórico de atritos entre técnicos do São Paulo e dirigentes após declarações públicas sobre dificuldades do clube. Hernán Crespo e Rogério Ceni passaram por episódios semelhantes, embora suas saídas tenham ocorrido em contextos diferentes.
Crespo foi demitido com o São Paulo invicto no Brasileirão
Em março de 2026, Hernán Crespo foi surpreendido com a demissão mesmo após um excelente início de Campeonato Brasileiro. O São Paulo ocupava a vice-liderança, estava invicto e havia conquistado dez dos 12 pontos disputados. Um dos motivos do desgaste foi o discurso do treinador sobre a realidade financeira e esportiva do clube.
Crespo havia alertado que o São Paulo precisava estabelecer como prioridade chegar aos 45 pontos para evitar o rebaixamento. A declaração incomodou integrantes da diretoria. A demissão também envolveu divergências sobre escalações, gestão do elenco e planejamento de reforços. Meses depois, com a equipe enfrentando dificuldades no Brasileirão, a previsão do argentino voltou a ser debatida.
Rogério Ceni também cobrou a diretoria publicamente
Rogério Ceni protagonizou cobranças semelhantes durante suas passagens pelo comando técnico do São Paulo. Em 2022, criticou a possibilidade de negociar jogadores importantes, como Rodrigo Nestor e Igor Gomes, por valores considerados baixos e sem reposição adequada. O treinador também apontou problemas estruturais e cobrou melhorias no clube. Em abril de 2023, acabou demitido após um processo de desgaste que incluiu divergências com a diretoria, conflitos no elenco e resultados insatisfatórios.
Na primeira passagem como treinador, em 2017, Ceni também enfrentou uma reformulação do elenco em plena temporada, com vendas de jogadores importantes, como Luiz Araújo e Thiago Mendes. Naquele ano, acabou demitido em julho, em meio aos maus resultados e à insatisfação com as mudanças no grupo.
Agora, as críticas de Dorival aos gramados do CT reacendem uma discussão entre os torcedores: até que ponto um treinador pode expor publicamente problemas do São Paulo sem enfrentar desgaste político? Apesar do respaldo de Harry Massis, o episódio mostra como as divergências entre comissão técnica e dirigentes continuam influenciando o ambiente do clube. Na sua opinião, Dorival fez certo ao falar sobre as condições do CT?
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