As primeiras informações dão conta de que Cuca optou por abrir mão do cargo, mesmo com a diretoria tentando reverter a ideia. Será então que o técnico está admitindo suas deficiências, atestando a culpa e a incompetência de seu trabalho, ou simplesmente caindo em si de que as coisas não mudariam tão rápido devido à própria diretoria e à falta de vontade, comprometimento e dedicação dos jogadores?
Todos estão devendo, seja diretoria, comissão técnica, até os jogadores. Precisa haver um mínimo de inconformismo interno para que algo mude. E isso poderia acontecer com o próprio Cuca no comando, afinal estamos presenciando a cada troca de técnico um retrocesso e uma quebra de trabalho que só prejudicam o time (senão já teríamos conquistado algo, ou, pelo menos, construído um padrão de jogo decente o suficiente para fazermos bons jogos.
É fato que este time pode entregar mais, e sendo esta a principal dificuldade de Cuca, sua continuidade teria sim de ser questionada e a demissão não causa espanto, nem mesmo revolta naqueles que defendiam sua permanência.
Quem sabe esta mudança faça com que tenhamos fôlego para disputar pelo menos o G6 neste Brasileirão. Mas se já havia desconfiança com um técnico que está no cargo há 5 meses, o que dirá de um próximo nome que terá menos de 3 meses para fazer algo?
Rogério Ceni está cada vez mais perto de deixar o Cruzeiro, mas será que volta ao SPFC com Leco? Será que é o nome certo? Além disso, nomes livres no mercado como Abel Braga, Fernando Diniz, ou o próprio Dorival ou Aguirre, parecem ser nomes confiáveis para reverter a situação?
Talvez tenhamos mais indícios com os pronunciamentos de Raí, Leco e do próprio Cuca que ocorrem neste momento. A bagunça continua e, ao contrário do que disse Cuca em sua última entrevista coletiva, quem mais sofre é sim o torcedor.
crédito: Estadão Conteúdo
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