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Precocemente eliminado da Copa Libertadores, o Tricolor precisou redirecionar sua rota com o ano em seu primeiro biênio, cenário nada favorável especialmente para um clube que fez altos investimentos em dezembro/janeiro. Além da saída de André Jardine do comando técnico, corrigindo tardiamente o erro que foi a sua promoção antecipada ao time principal, o departamento de futebol tricolor iniciou uma reconstrução de elenco, com algumas mudanças internas sendo encabeçadas por dirigentes e Mancini, atual interino.
Ao longo dos anos, o Tricolor Paulista se consolidou como um exímio formador de atletas, através de seu trabalho de excelência em Cotia. Contudo, a última década de futebol do clube do Morumbi vem sendo marcada pela negligência aos seus próprios garotos, em detrimento de medalhões que proporcionaram pouco/nenhum retorno esportivo ao clube a alto custo. Este enredo vinha se repetindo em 2019, apenas da temporada passada ter marcado o 'nascimento profissional' de Liziero e Luan.
Ainda que talentosos e donos de vastos currículos, a fórmula com Bruno Peres, Jucilei, Nenê e Diego Souza se mostrou ineficaz e engessada. Substituídos respectivamente por Hudson, Luan, Igor Gomes e Antony, o Tricolor ganhou em vitalidade e também em identidade, já que essa garotada traz o amor pelo clube 'de berço'. A amostra com essa nova formação ainda é pequena, e ela obviamente passará por adaptações com a assimilação de Pato e volta de Hernanes. Caberá a Cuca balancear experiência e juventude, sem preterir jovens por status, mas evitando queimá-los em situações de pressão. Contudo, o clube do Morumbi parece ter aprendido a lição: por vezes, a solução está dentro de casa.
SPFC, Categoria de base, Tricolor