O presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, vive pressão interna política há meses. Os principais grupos da oposição tricolor entregaram em Março deste ano um requerimento pedindo revisão do estatuto sobre os cargos de diretores remunerados que foram entregues a conselheiros. Mas após longa negociação com alguns líderes opositores, já existe um acordo encaminhado com a promessa de um cargo remunerado a um dos líderes em troca de trégua até 2020.
Entenda o caso
O recém-aprovado Estatuto do São Paulo, em vigência desde Abril do ano passado, prevê que sejam contratados do mercado 3 a 9 diretores executivos, profissionais, com notório conhecimento em suas áreas e que sejam dedicados somente à instituição. Portanto, alheios à política do clube.
Leco optou por nomear 8 diretores - incluindo Raí, diretor de futebol -, sendo desses 5 conselheiros. Fugindo da ética que buscava a finalidade de profissionalização neutra do estatuto.
O acordo encaminhado
Segundo informações internas, um dos grupos à frente da negociação seria o Força São Paulo, e seu principal líder receberia o cargo de diretor de relações institucionais do São Paulo - também remunerado - nos próximos dias em troca de uma trégua até 2020 - ano em que o São Paulo passará por eleições presidenciais e também de novos membros ao conselho deliberativo.
Preste atenção: Ainda não anunciado, se aceito por todos os grupos da situação, o acordo prevê a aceitação dos diretores-conselheiros-executivos-remunerados sem pressão até 9 meses antes da eleição, ou seja, Abril de 2020. Nesta data, teriam de escolher entre compor o conselho ou entregar o cargo de direção. Porém, em Dezembro, podem todos candidatar-se novamente às eleições ao Conselho Deliberativo.
Ou seja, permanecem como diretores e conselheiros e só optam no final do mandato de Leco, deixando a discussão para o próximo presidente.
O que os conselheiros acham?
Lembrando que muitos opositores e situacionistas ainda são a favor do manifesto que obrigaria os 5 conselheiros - ou quaisquer nomeados futuramente - a escolher entre o caminha da política ou da profissionalização.
O grupo em questão tem entre seus membros os ex-diretores de Carlos Miguel Aidar, Douglas Schwartzman, Dedé e Dorival Decoussau.
O SPFC.Net deixa desde já aberto o espaço para qualquer nome ou membro do grupo citado para se pronunciar sobre o possível acordo em andamento.
Layla Reis