Vinte finalizações, cinco chutes certos em direção ao gol e nenhum tento em 180 minutos. Esse é o resumo do ataque do São Paulo em 2018, um problema que Dorival Júnior admitiu estar quebrando a cabeça para resolver.
Foram apenas duas finalizações em direção ao gol diante do São Bento, na última quarta-feira, em Sorocaba, em duelo que marcou a estreia do time na temporada. A equipe tricolor acabou derrotada por 2 a 0.
O número baixo de finalizações chamou a atenção, mas não resultou em grandes críticas porque o treinador optou por escalar um time reserva. Seus armadores foram Paulo Henrique e Pedro Augusto. De titular, apenas o goleiro Sidão.
Mas no empate sem gols contra o Novorizontino, no Morumbi, no sábado, o São Paulo sofreu na criação, com apenas três finalizações ao gol. Só que dessa vez a formação era quase a considerada ideal pelo técnico.
As únicas ausências foram os zagueiros Anderson Martins e Arboleda, que disputam posição, e os meias Cueva e Diego Souza, que começaram o confronto no banco de reservas e entraram somente no segundo tempo.
Na primeira etapa do confronto com o Novorizontino, Dorival colocou Shaylon na armação, com apoio de Petros e Jucilei. O meia de 20 anos foi discreto no primeiro tempo e apagado no segundo. Mas nem Cueva nem Diego Souza, que jogou como um centroavante (usou a camisa 9), conseguiram resolver o problema.
O peruando, que se apresentou seis dias depois dos companheiros para a pré-temporada, entrou aos 21 minutos. Deu um chute, que foi bloqueado, e não criou nenhuma chance de gol nem deu assistências.
Já Diego Souza, que também teve tempo menor de treinos na pré-temporada, não chutou nenhuma vez nem deu passes ou criou chances de gols. Ele entrou na partida aos 14 minutos da etapa final.
Ficou nítido a falta de entrosamento da dupla e também a falta de ritmo de jogo, algo que tende a melhorar com a sequência das partidas. Mas, como mencionado acima, a torcida quer e o técnico precisa de soluções imediatas.
"[Diego Souza e Cueva] Foram razoáveis. Ainda longe do que podem produzir. São grandes jogadores e vão contribuir muito. Tiveram período muito menor de trabalho. No momento em que tivermos a equipe preparada, não tenho dúvida de que os resultados vão aparecer. Até lá, vai oscilar bastante. A realidade é essa", disse Dorival, na coletiva.
Em 2017, com Pratto e principalmente Hernanes o São Paulo era mais eficiente ofensivamente.
O meia, que teve de voltar para o Hebei China Fortune, da China, concluiu o Brasileiro tendo 23 chutes ao gol, 31 chances de gol criadas, sendo que três assistências que terminaram de fato em tentos, e nove gols.
Já o atacante, que foi vendido ao River Plate, da Argentina, por 11,5 milhões de euros (R$ 44,4 milhões), fez sete gols na competição nacional e contribuiu com 33 chutes, 31 chances de gol criadas e cinco assistências.
Todos os números citados são do TruMedia, a ferramente de estatísticas da ESPN e ajudam a entender porque a diretoria do futebol - mesmo sem recursos - prioriza a contratação de um meia e um atacante.
O próximo compromisso do São Paulo será contra o Mirassol, na quarta-feira (dia 24), às 21h45 (de Brasília), em Mirassol, pela terceira rodada do Campeonato Paulista.