Gustavo Scarpa era alvo do São Paulo, mas fechou com o rival Palmeiras no início da semana. Sem o meia-atacante, o Tricolor segue no mercado para contratar. A diretoria observa atacantes de lado de campo e meias, mas garante que não está desesperada para reforçar o elenco.
Embora não descarte a contratação de nomes impactantes, a informação neste momento é de que não há expectativa poe reforços de peso.
Pode acontecer? Pode. O Tricolor está de olho em novas oportunidades, porém, não se sente na obrigação de dar uma resposta depois de perder Scarpa.
Nos bastidores, o discurso é de que não há como buscar um nome à altura do reforço palmeirense. Tratava-se de uma situação específica: um grande jogador que entrou na Justiça contra o ex-clube, ficou livre e despertou o interesse do mercado.
Na avaliação dos dirigentes, o elenco tem bons zagueiros (contratou Anderson Martins) e volantes (comprou Jucilei), além de um meia (Cueva) e um centroavante decisivos (Diego Souza).
Dentro do modelo de jogo do técnico Dorival Júnior, os pontas são fundamentais. Por isso a necessidade de um ou dois jogadores no setor.
Marinho, do Changchun Yatai, da China, sempre foi visto como uma possibilidade improvável. O nome de Carlos Eduardo, do Goiás, é citado, mas há dúvida sobre se vale o investimento em uma aposta (ele foi alvo de ofertas de aproximadamente 4 milhões de euros), ou se seria melhor usar um atleta da base.
No meio, também há a ponderação de que Shaylon e Lucas Fernandes estão mais maduros do que os outros garotos. Eles vão para o segundo e terceiro anos como profissionais, respectivamente.
O São Paulo vai avaliar o desempenho de todos os atletas da base nas rodadas inicias do Paulistão. O próprio Dorival abriu espaço para que um garoto ocupe um lugar originalmente pensado para um reforço, caso haja bom rendimento dentro de campo.