O fim de semana trouxe um presente que, no mínimo, gerou muita expectativa na torcida do São Paulo: o clube anunciou a contratação do meia Diego Souza, que estava no Sport. Com um investimento de peso, o jogador custou R$ 10 milhões aos cofres do Tricolor.
O comentarista do SporTV Raphael Rezende chamou a atenção para um aspecto de Diego Souza que deve ser alterado para valer o investimento dos paulistas: pouca consistência. O São Paulo é o 12º clube da carreira do atleta de 32 anos, que tem passagens por Fluminense, Flamengo, Palmeiras, Vasco, Atlético-MG, Cruzeiro e Sport, entre outros.
- Ele bateu e voltou no Fluminense sem impacto nenhum ou até um impacto negativo. Imagino que o São Paulo esteja se baseando no objetivo Copa do Mundo. A missão Copa do Mundo do Diego Souza pode trazer esse interesse em se cuidar, estar no auge da forma, pelo menos nesse período. Só que aí vamos debater custo-benefício, a questão dos R$ 10 milhões pela liberação. É um jogador de 32 anos que dar um retorno técnico, mas que talvez o próprio retorno técnico não seja de longo prazo se por acaso ele sofrer um baque de não ser convocado, uma certa desmotivação no segundo semestre. Essa contratação é complicada, por mais que ele seja um dos caras capaz de modificar um jogo com a técnica que ele tem, com o poder de definição (...) Falta longevidade ao Diego Souza em bons trabalhos dentro dos clubes. Ele tem bons ápices. O São Paulo pode estar contando com isso, um curto intervalo de tempo. Ele não tem tanta consistência, tanto que ele muda bastante de clube - afirmou, em participação no "Seleção SporTV".
Para o jornalista Alexandre Lozetti, do GloboEsporte.com, o Tricolor tem que construir um projeto a longo prazo com Diego Souza, criar uma "identificação" do jogador com o clube. Essa seria a única forma de fazer valer o investimento que transformou a transferência do meia na 12ª mais cara entre times brasileiros.
- Se for esse o trunfo do São Paulo (a Copa do Mundo), acho que a chance de dar errado é muito grande. Primeiro porque eu acho que o Diego não vai à Copa, não por demérito dele, mas porque ele concorre com um jogador que está arrebentando, que é o Firmino, no Liverpool, que está jogando demais e em uma liga que é possivelmente a de melhor nível técnico e tático no mundo. O Tite obviamente valoriza isso, e eu acho que o Firmino vai à Copa ganhando essa vaga do Diego. Você não pode contratar um jogador por dois anos que a motivação dele vai acabar daqui a quatro meses, quando vai sair a convocação da Copa do Mundo. Não pode ser só isso o projeto, tanto do São Paulo quanto do Diego Souza. Acho que tem que ser um projeto de criar uma identificação com o clube. O projeto não pode ser só a Copa do Mundo, senão a chance de naufragar é muito grande - disse.
A diretoria do São Paulo fechou o contrato de dois anos e meio com Diego Souza, com possibilidade de renovação por mais um ano. O meia-atacante fez 21 gols em 55 partidas pelo Sport em 2017.