Orlando Lavalle foi seu técnico nas categorias de base do Universidad San Martín e também praticamente um segundo pai do meio-campista. Ao deixar o povoado de Huamachuco, no norte do Peru, em direção à capital Lima quando tinha somente 15 anos, precisava iniciar uma nova vida. Em determinado momento, pediu abrigo ao treinador e ficou em sua casa durante uma temporada inteira.
“Em campo sempre mostrou picardia, alegria de jogar. Ele sempre se divertiu em campo. E sobressaía esse lado inventivo. Ele gostava de um chapéu, de uma caneta. E fazia sempre de forma objetiva, e não para humilhar o rival”, disse ele, ao ?Uol Esporte. Agora, longe das quatro linhas...“Quando chegou, era um menino mimado, porque era muito querido pelos pais por ser o filho mais novo. Ele teve sorte de encontrar uma família que o acolheu e deu carinho, como a minha. Ele era muito provocador, alegre e piadista, mas mimado.” Pelo jeito, não mudou muito. É preciso domá-lo, afinal, futebol Cueva tem de sobra.