“Primeiro, o Leco falou que o São Paulo não tem como segurar jogador que tenha interesse em sair do clube”, explica Newton do Chapéu, um dos conselheiros que marcaram presença no encontro. “Depois, o Leco revelou que o Pratto sente muita falta da filha de sete anos, que mora em Buenos Aires. E que, talvez, tenha que conversar sobre uma proposta que possa vir da Argentina.”
Vale lembrar que, antes de traçar um cenário pessimista em relação à permanência do centroavante ao Conselho Deliberativo, Leco já havia dado autorização para que Robson Ferreira, um empresário de sua confiança, conversasse com o Cruzeiro sobre Pratto.
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O episódio, inclusive, causou o pedido de demissão de Vinícius Pinotti. O então diretor-executivo de futebol do Tricolor se sentiu traído por não saber da negociação entre os dois clubes e deixou o Morumbi – novo homem forte do futebol no São Paulo, Raí entrou no lugar de Pinotti.
Além do risco de perder um dos seus pilares no time principal, o São Paulo pode levar prejuízo financeiro com Pratto. O argentino foi comprado no início do ano por R$ 20,5 milhões – o valor corresponde a 50% de seus direitos econômicos. O River Plate, principal interessado em contratá-lo hoje, sugere uma proposta de R$ 33 milhões por 100%.
Ou seja, a menos que consiga uma fatia maior no negócio, o Tricolor terá direito a R$ 16,5 milhões, R$ 4 milhões de desvalorização em um período inferior a um ano. O Atlético-MG detém outros 45% dos direitos econômicos, enquanto uma rede de supermercados tem 5%.