“O impacto da torcida nas finanças do São Paulo foi grande”, explica ao Estado o diretor executivo financeiro do clube, Elias Barquete Albarello. “E os preços populares foram bons para o torcedor, mas também para o clube. Devemos manter esses preços em 2018, com poucas alterações em determinados jogos, mas a tendência é manter.”
O São Paulo somou R$ 10,6 milhões em lucro em 19 jogos como mandante na edição deste ano do Nacional, de acordo com os boletins financeiros das partidas. Nos cinco jogos de maior público (contra Grêmio, Coritiba, Cruzeiro, Corinthians e Bahia, todos no Morumbi), somou quase R$ 5,3 milhões, superando toda a renda líquida do Brasileirão em 2016, que foi de R$ 4,5 milhões.
O São Paulo estuda formas de superar essas marcas em 2018. “Planejamos ações para melhorar a experiência do jogador em sua ida aos jogos no Morumbi. Em termos de marketing, o último jogo do ano, contra o Bahia, foi um exemplo disso”, explica Albarello.
No último dia 3, os presentes no estádio para a despedida da equipe da temporada puderam conhecer uma exibição de troféus e camisas do clube e participar de um quiz interativo sobre a história do São Paulo. Um estúdio móvel de tatuagens foi montado para o dia do jogo, que ainda teve uma série de novos produtos sendo comercializados para a torcida. “Isso tudo faz com que o torcedor se aproxime ainda mais.”
O São Paulo vive uma indefinição em seu departamento de marketing. Com a ida de Raí para o futebol, o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva terá de indicar um novo membro para o Conselho de Administração. O principal cotado é Márcio Aith, que atualmente responde pelo marketing tricolor.
Sem Aith, um nome já surge como favorito para substituí-lo: Fernando Fleury. PhD em marketing esportivo com estudos sobre comportamento do torcedor e relação com patrocinadores, Fleury já foi sondado pelo clube, mas ainda não houve uma proposta oficial.