O jogador atuou o primeiro semestre com frequência pelo time comandado por Rogério Ceni, mas acabou aos poucos perdendo espaço e, com Dorival Júnior, quase não foi utilizado. Para ele, a explicação para a situação ainda é desconhecida.
"Não é uma mágoa. Não adianta ficar falando que sai magoado, que fiquei magoado com o Rogerio... Acho que você não tem que ficar falando. Mas até hoje eu não entendo o que aconteceu, procuro uma resposta. Nunca aconteceu na minha carreira, já tenho 14 anos (de carreira)", disse.
Cícero ainda citou que esteve presente no começo de campanha do São Paulo no Campeonato Brasileiro e estava contribuindo para a maioria dos pontos do time. Por isso, não entendeu o afastamento.
"Até a metade do ano eu era um dos que tinha mais jogado. Quando fiquei sem jogar eu reparei que tinha acontecido (uma coisa estranha). Dos 23 pontos, eu tinha participado de 16. Não que eu fosse a solução, mas estava contribuindo", disse.
Cícero ainda disse desconfiar de que "alguma coisa por trás" impedia que ele fosse escalado por Dorival Júnior, o que lhe deixava uma sensação de injustiça. O meio-campista foi afastado em agosto, mas o treinador disse que a decisão já era discutida antes de sua chegada.
"Me senti injustiçado, mas nunca deixei de trabalhar, uma coisa que fiquei até surpreso... Sentia que o treinador queria me usar mais, mas não sei se tinha algo puxando, se tinha alguma coisa por trás puxando que não deixava (eu ser usado). A gente também não é cego, reparava (que tinha algo nos bastidores), mas não entendia", disse
"Não tenho mágoa, mas nessa profissão não tem que ficar falando, a resposta que tem que dar é dentro de campo", completou, lembrando que deu a volta por cima no Grêmio, onde marcou um gol na decisão contra o Lanús em Porto Alegre.