Na atração, Amoroso não escondeu a decepção de ter vivido seu melhor momento da carreira em 2002 e não ter sido convocado para a Copa do Mundo daquele ano. Motivado por isso, afirmou que não voltaria ao Brasil com o São Paulo sem o título Mundial.
“O Mundial do São Paulo foi a Copa do Mundo de 2002 que eu não disputei”, garantiu Amoroso. “Foi a Copa que eu achava que eu iria pelo momento que eu vivia na Alemanha. Artilheiro do Alemão, campeão alemão, melhor jogador da Alemanha, titular absoluto na Copa América de 99 (do Paraguai) e não fui convocado (para a Copa)”, lamentou o ex-atacante.
“(O Felipão) Não me deu oportunidade, porque tenho certeza que com uma convocação dele eu estaria na Copa do Mundo de 2002. Então eu fazia parte daquele grupo de pré-convocados, mas não fui”, completou.
A decisão com o Liverpool foi disputada no estádio de Yokohama, o mesmo em que a seleção se tornou pentacampeã mundial. Amoroso considera o título o mais importante de sua carreira.

“Enfim, 2005 para mim quando cheguei no Japão no mesmo estádio em que a seleção havia conquistado o Penta, eu falei: ‘Serei campeão aqui, porque vai ser da mesma proporção de ter perdido um pentacampeonato’. Feliz pelos meus companheiros, mas triste de não ter ido. Então com essa camisa aqui (do São Paulo) serei campeão e fiz daquele Mundial minha Copa do Mundo pessoal e foi para mim o momento mais importante para mim como atleta, porque eu vi que muitos não acreditavam que o São Paulo voltaria campeão”, se recorda.
“Havia uma desconfiança muito grande por parte de conselheiros, diretores, torcedores, mas o grupo era unido, fechado, era uma família e ali todo mundo brigava pelo objetivo de ser campeão. Para mim não importaria nenhum valor, porque eu já era bem sucedido. Eu queria mesmo aquele título e eu conquistei, graças a deus, porque eu imaginaria que poderia ser a última vez de estar pisando ali para disputar um Mundial”, concluiu.
CHEGADA AO SÃO PAULO DE FORMA ‘SILENCIOSA’
“Eu estava no Malaga e eu tinha proposta de renovação por mais dois anos. E o Nivaldo (Baldo) – empresário do Amoroso – por ser muito amigo do Oscar Bernardi (ex-zagueiro do São Paulo), o Nivaldo tratou dele na Ponte Preta, no São Paulo… e o Oscar fez contato com o Nivaldo perguntando se eu não tinha interesse em jogar no São Paulo”, relembrou.
“E aí o Nivaldo falou ‘Claro’. Acabamos conversando e me colocou dentro do São Paulo, pela amizade, pelo contato. Não que o Nivaldo era meu procurador assinado no papel. Não. A gente era amigos, somos ainda. Então ele abriu essa possibilidade através do Oscar de eu chegar no São Paulo. Essas duas pessoas foram responsáveis”, revelou.
Uma das motivações para chegar ao São Paulo foi Luizão. Ambos começaram juntos no Guarani e Amoroso crava que o ex-jogador foi seu melhor companheiro de ataque.
“Ali eu teria um grande companheiro, onde eu tive desde os 15 anos como base, profissional e também poder a oportunidade de jogar com ele 10 anos depois… que seria fácil me adaptar. Luizão foi o centroavante mais importante no início da minha carreira e o que eu falo para todo mundo: joguei com Aloísio (Chulapa), com Crespo, com Shevchenko, com Bierhoff, com Koller, com Romário, Ronaldo, mas o Luizão era o que me completava. A gente se comunicava por assovio dentro de campo. Então eu disse que eu precisava ir para o São Paulo para nós sermos campeões”, finalizou.