Sem chances com Ceni no São Paulo, volante brilha nos EUA e sonha em anular Villa e Pirlo para ser campeão

Fonte ESPN
Promessa das categorias de base do São Paulo, Artur foi emprestado no começo deste ano ao Columbus Crew, dos Estados Unidos, com o objetivo de mostrar seu futebol.

A escolha deu tão certo, que o volante virou titular com o técnico Gregg Berhalter e pode ser campeão da Major League Soccer. A equipe da cidade de Ohio enfrentará o New York City (dos astros David Villa e Andrea Pirlo) no Mapfre Stadium, nesta terça-feira, às 22h (de Brasília), pela primeira partida das semifinais da conferência leste.
O duelo terá transmissão da ESPN Brasil.
"Estou ansioso para jogar contra eles. O Pirlo tem ficado mais no banco, mas o Villa está jogando sempre. Espero poder jogar e vai ser uma boa partida", disse, ao ESPN.com.br.
Não é a primeira vez que o baiano de 21 anos enfrentará jogadores que fizeram história no futebol mundial.
"Joguei contra o Chicago Fire, que tem o Schweinsteiger (ex-Bayern de Munique e campeão da Copa de 2014 pela Alemanha) e consegui pegar uma camisa dele. Também enfrentei o Giovinco (ex-Juventus) que atua no Toronto",afirmou.
Além disso, ele fez uma ótima partida na vitória do Columbus Crew fora de casa por 1 a 0 contra o Orlando City. O volante teve a missão de marcar Kaká, que se despedia dos torcedores em casa.
"Foi um sonho realizado e fiquei bastante emocionado em ter contato com o Kaká. Ele me perguntou como estava minha situação e o que eu ia fazer depois da MLS. Também quis saber a situação dele, mas ainda estava indefinida naquela época. Só lamentei não ter conseguido a camisa dele porque era o último jogo em Orlando", falou.
Passagens por Bahia e São Paulo
Antes de ser jogador, José Artur de Lima Júnior precisou trabalhar para ajudar no sustento de casa.
"Meu pai vendia doces, sacolas, pasta de dente, sandália feminina, entre outras coisas. Sempre que podia eu viajava para ajudá-lo carregando as mercadorias. A gente andava de carro por todo estado da Bahia e dormíamos em hotel nas estradas. A cada cidade a gente tentava vender os produtos para supermercados ou lojas pequenas", explicou.
O futebol, porém, era o grande sonho do volante. Após começar em escolinhas em Brumado, na Bahia, ele se mudou com toda família para Salvador por causa de seus dois irmãos velhos, que jogavam na base do Bahia e do Vitória.
Aos 16 anos, Artur entrou para as categorias inferiores do tricolor baiano, chegando a treinar nos juniores com Anderson Talisca (Besiktas), Inácio (Porto) e Banguelê (Internacional). Depois de jogar no Sub-17 e Sub-20, ele se transferiu ao São Paulo, aos 19 anos.
"Meus colegas em Cotia eram Lucas Fernandes, David Neres, Lyanco, Luis Araújo, Militão, Araruna, Iago Maidana, entre muitos outros. Ganhamos muitos torneios pelo time Sub-20”, relembrou.
Em maio do ano passado, ele foi promovido aos profissionais pelo técnico argentino Edgardo Bauza.
“Minha estreia pelo São Paulo foi pelo Campeonato Brasileiro contra o Flamengo fora de casa. Lembro que empatamos por 2 a 2 e eu pude jogar com caras como Ganso, Calleri, Michel Bastos e Rodrigo Caio. Esse momento foi um dos melhores que vivi”, comemorou.
Após fazer mais três partidas na equipe principal, Artur voltou ao Sub-20 do clube do Morumbi até o final de 2016. Neste ano, ele não foi utilizado no elenco profissional pelo técnico Rogério Ceni e resolveu sair.
“O diretor do Columbus Crew [o brasileiro Rico Moreira] já me conhecia e fez uma proposta. Eu aceitei. No começo foi difícil me adaptar porque não tinha feito pré-temporada no Brasil. Recebi a notícia de que não ia jogar pelo São Paulo em cima da hora”, lamentou.
Por ser o único brasileiro da equipe, o volante enfrentou algumas dificuldades com o idioma.
“Eu só sabia algumas palavras, mas agora dou até entrevistas em inglês. Tive algumas aulas e fui estudando por conta. Já me viro super bem”, garantiu.
Desde que chegou aos Estados Unidos, Artur fez 24 partidas pelo Columbus Crew, que terminou a primeira na quinta posição da conferência leste, com 54 pontos. Após eliminar fora de casa nos pênaltis o Atlanta United, o time de Ohio terá dois jogos contra o New York FC.
Com contrato até o final da atual temporada da MLS, o volante ainda não definiu seu futuro.
“Vou resolver só depois do final da temporada para não perder o foco das fases finais. Ainda não sei o que irá acontecer. Tenho que ver quais os planos do São Paulo para mim porque temos vínculo até 2020. Neste momento só penso em ser campeão. Seria muito importante por ser meu primeiro ano completo como profissional”, finalizou.
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