Há 11 anos, Ponte Preta (27 pontos), São Caetano (26), Fortaleza (23) e Santa Cruz (18) somavam 94 pontos. Os dois primeiros fora da zona eram Flamengo e Corinthians, ambos com 27. Hoje, Vitória (26), Chapecoense (25), São Palo (24) e Atlético-GO (19) totalizam a mesma pontuação. O primeiro time fora da degola, o Coritiba, com 27 pontos, tem também um dos melhores desempenhos de um clube na 16ª posição nesta etapa do Brasileirão. Só em 2007 a “saída do Z4” era mais alta: 28 pontos (Paraná). Houve anos, como em 2014 e 2008, que 23 pontos foram suficientes para estar fora do buraco.
Na 23ª rodada do ano passado, por exemplo, a pontuação somada dos clubes na zona de degola dava 86, com dois já “virtuais” rebaixados: Figueirense (27), Vitória (26), Santa Cruz (20) e América-MG (13).
As projeções de 2017 apontam que a probabilidade de rebaixamento será mínima para quem conseguir pelo menos 45 pontos. É possível que a nota de corte fica mais baixa, entre 43 e 44, de acordo com o andamento do campeonato. Hoje com 24 pontos, o São Paulo precisa de sete vitórias e um empate (em 15 jogos) para chegar aos 46 pontos, meta que deve salvá-lo do maior vexame de sua história.
Em 23 jogos, o Tricolor só venceu mais do que o lanterna Atlético-GO: seis vitórias contra cinco. O aproveitamento, ridículo, é de cerca de 34%. O rendimento terá de ficar, daqui para frente, na casa dos 50% para que o São Paulo escape da Série B. Anote os jogos em casa que o clube tem pela frente até dezembro: Corinthians, Sport, Atlético-PR, Flamengo, Santos, Chapecoense, Botafogo e Bahia. São oito partidas. A salvação pode estar no Morumbi, mas resultados como os de sábado, contra a Ponte, e tropeços parecidos com os que aconteceram contra Atlético-GO e Coritiba, não podem mais ser tolerados. Hernanes vai carregando o time nas costas, mas os gols do Profeta não têm sido suficientes. Ainda assim, é nele que está a esperança de reação.