E não tem mais essa que Dorival precisa de tempo. Ele assumiu a equipe na 13ª rodada do Brasileiro. De lá para cá, venceu três, empatou três e perdeu quatro. Tomou incríveis 19 gols (média de 1,90 por jogo). Ao todo, somou apenas 12 pontos. E dos triunfos, nenhum empolgou. Ah, mas teve o Botafogo? Sim, uma grande vitória, que caiu do céu, que iludiu o torcedor, por uma bobeada do Glorioso e não por méritos do time de Dorival. As outras vitórias diante de Vasco e Cruzeiro vieram também por incompetência dos rivais que não marcaram e acabaram sendo castigados.
Nesse toada, Dorival Júnior, a diretoria e, obviamente, os jogadores também, estão caminhando com passos largos para a equipe jogar a Série B. A reação tem que começar com mudanças significativas na forma de jogar. Como um todo, o São Paulo é um bando. Como é fácil chegar à meta tricolor. O DNA ofensivo de Dorival virou um fardo que, aparentemente, nem ele consegue resolver. No Santos, dava certo, tanto que Levir Culpi pouco mudou a forma de jogar. No Tricolor vai dando errado….E muito!
Outra tônica que vem assustando os torcedores é quantidade de gols que leva por jogo, e não só isso, de forma consecutiva. E de forma apática, com constantes falhas individuais e erros infantis de marcação. Contra o Botafogo foram dois gols em 4 minutos. Contra o Palmeiras em 3. Contra o Cruzeiro não demorou mais de dez minutos para levar dois gols. Diante do Bahia, a mesma coisa. Sempre que a bola entra a primeira vez, é inevitável: o segundo vem logo depois.

Agora como Dorival fará para resolver isso? Acho que não tem a mínima ideia também. Terá quase 15 dias para o jogo contra a Ponte Preta. Ou muda a mentalidade de sua equipe, ou vai ser um dos grandes responsáveis pelo eventual rebaixamento.
O problema crônico nas laterais também vem minando o esquema de jogo. Seja com Buffarini, Bruno, Araruna, Edimar, Júnior Tavares….Nenhum consegue ajudar e a maioria dos gols passam pelas alas. Será que Dorival não consegue ver? Ou será que não quer ver?
Isso só no âmbito campo e bola, porque fora de campo o São Paulo virou uma bagunça, que nem merece ser citada. Vinicius Pinotti, Leco e seus comparsas, mais parecem amadores cuidando de um gigante. Como você vai dar uma Ferrari na mão de quem só dirigiu um Fusca? Triste, mas real.
Todos são culpados. Da diretoria aos jogadores. Mas só Dorival e seus atletas podem mudar isso. E está quase impossível ver uma luz no fim do túnel. Será que a culpa era de Rogério Ceni apenas?
Se nesses 15 dias o treinador não mudar a cabeça e a forma como o Tricolor se comporta, seja mentalmente ou psicologicamente, os torcedores já podem se preparar para um nova rotina no futebol: jogos às terças, sextas e sábado.