Os números, porém, mostram que a dupla de zaga formada por Rodrigo Caio e Arboleda tem boa parte de responsabilidade pela instabilidade do clube do Morumbi.
Até agora, os atletas da seleções de Brasil e Equador fizeram 10 jogos juntos pelo Brasileirão: contra Palmeiras, Avaí, Cruzeiro, Coritiba, Botafogo, Grêmio, Vasco, Chapecoense, Atlético-GO e Santos - a única vez em que não estiveram juntos foi contra o Bahia, em que Rodrigo Caio foi desfalque.
Nesses 10 duelos, o São Paulo sofreu exata média de 2 gols por jogo, e acabou sendo derrotado quatro vezes, empatando três e vencendo outras três.
É um aumento expressivo de quando os dois não estão juntos. Quando a dupla de defensores foi formada por qualquer outra formação que não Rodrigo Caio e Arboleda, o time de Dorival Júnior levou apenas 13 gols em 12 jogos, o que dá média de 1,08 - praticamente a metade.
Quando os atletas jogam juntos, aliás, os adversários parecem que também ficam mais corajosos.
Contra Rodrigo Caio-Arboleda, os rivais finalizam em média 13,6 vezes contra a meta são-paulina. Já quando a dupla de zaga é diferente, a média de finalizações contra cai para 10 vezes/jogo.
Quando brasileiro e equatoriano jogam, por sua vez, 15% das oportunidades criadas pelos rivais terminam no fundo das redes. Já quando a defesa tem outra formação, esse número cai para 10%.
Arboleda, porém, ainda vem ao menos tentando ajudar ofensivamente, já que, até o momento, marcou dois gols no Campeonato Brasileiro: um na vitória contra o Cruzeiro e outro na derrota para o Santos.
Rodrigo Caio, por sua vez, ainda está zerado na competição.
O atleta da seleção brasileira, aliás, não crê que nem ele e nem Arboleda tenham sido os culpados pela derrota para o Palmeiras, no último domingo. Segundo Rodrigo, as chances perdidas pelos atacantes foram as principais responsáveis pelo trágico placar no Allianz Parque.
“Acho que perder da forma como foi, jogando bem, tendo boas chances de gols… Quando estava 1 a 0, tivemos a finalização do Marcos Guilherme em que a bola bateu na trave. 2 a 0 nos dava uma tranquilidade. Erramos coisas que não se pode errar em um clássico. Demos chances para eles crescerem no jogo e isso fez toda a diferença”, reclamou o camisa 3, após a partida.
Enquanto isso, o São Paulo segue se complicando. O time começou a 22ª segunda rodada do torneio na 17ª posição, já na zona do rebaixamento, e caiu para o 18º posto após o revés para o Palmeiras, com o Avaí ultrapassando os tricolores na classificação. E pode cair para o 19º posto caso o Vitória vença o Coritiba no encerramento da rodada, nesta segunda-feira.
A próxima chance de reabilitação será no sábado, contra a Ponte Preta, às 19h (de Brasília), no Morumbi.