O São Paulo melhorou em relação aos últimos jogos, mas errou muito para quem precisa com urgência deixar a zona do rebaixamento do Campeonato Brasileiro. Desta vez, a oscilação da equipe foi determinante para a derrota por 4 a 2, neste domingo, na arena alviverde, resultado que mantém o Tricolor em situação complicada no torneio.
Dorival Júnior levou o São Paulo à arena do Palmeiras com a clara missão de jogar nos contra-ataques. Ao contrário das partidas anteriores, o Tricolor jogou bem compactado na defesa. Cueva, Jucilei, Petros, Hernanes e Marcos Guilherme formaram uma linha em frente aos defensores e atrapalharam a construção de jogadas do rival. A posse de bola mostrou isso. O time encerrou a primeira etapa com apenas 38% contra 62% do adversário.
Outro ponto com nítida evolução é a saída rápida para o ataque. E nem foi preciso trocar muitos passes para abrir o placar. Sidão lançou, Cueva desviou, Pratto deu ótimo passe e Marcos Guilherme bateu na saída de Fernando Prass.
Coincidência ou não, a saída de Pratto após joelhada acidental em lance com Hernanes esfriou o São Paulo. No momento em que conseguia controlar o Palmeiras, a defesa voltou a falhar. Michel Bastos passou como quis por Cueva na linha de fundo. Edimar, muito questionado pela torcida, não cortou o cruzamento que Willian aproveitou para deixar tudo igual outra vez.
A virada aconteceu em uma falha grotesca da equipe. O São Paulo avançou a marcação sobre a defesa do Palmeiras e simplesmente abandonou a defesa. Depois que Edimar desviou de cabeça, apenas Jucilei estava no meio. Os outros cinco jogadores (C-I-N-C-O) ficaram no ataque. É bem verdade que Willian acertou um lindo chute, mas todo o sistema de marcação estava desmontado.
Por sorte, o Palmeiras também falha. E justamente na frente de Hernanes, que empatou novamente e fez o quinto gol dele no Brasileirão.
SEGUNDO TEMPO
O São Paulo voltou do intervalo com a mesma proposta de jogo, mas com um detalhe imporante. O time perdeu força para puxa os contra-ataques e passou a ser mais bem marcado pelo Palmeiras. O rival cresceu. Sidão, que antes havia dado alguns sustos na torcida com erros na saída de bola com os pés, fez grande defesa em finalização de Deyverson.
Livre na área, Rodrigo Caio perdeu a chance de fazer o terceiro gol. Se "a bola pune", como Muricy Ramalho cansou de dizer, o castigo não demorou a aparecer. Marcos Guilherme desperdiçou um contra-ataque e armou a resposta a adversária. Sozinho na meia-lua, Keno acertou ótimo chute e colocou o rival novamente em vantagem. Hyoran ainda fez o quarto antes do fim.