O clássico deste domingo, às 16h, no Allianz Parque, coloca em lados opostos dois amigos. Os treinadores do Palmeiras, Cuca, e do São Paulo, Dorival Júnior, construíram uma relação de 25 anos. O contato mais forte começou quando os dois defendiam o Alviverde, em 1992. De lá para cá, passaram por muita coisa na carreira, mas nunca deixaram o respeito e o carinho de lado.
"O Cuca é um amigo. Um bom companheiro. Jogamos juntos no Palmeiras e no Juventude. Por conta da falta de tempo, não conseguimos conversar tanto por telefone ou ter um contato mais próximo", explicou Dorival Júnior.
Mesmo sem ter essa proximidade por conta da rotina, o treinador são-paulino sabe que pode contar com o apoio do colega nos momentos difíceis. Apesar de não confirmar, Cuca demonstrou o carinho que tem pelo amigo no clássico entre Santos e Palmeiras neste Brasileiro.
Dorival havia sido demitido do clube da Baixada Santista e especulava-se que ele havia sido traído pelo auxiliar Elano. Por isso, segundo o depoimento de pessoas que estavam na Vila Belmiro, Cuca teria ido tirar satisfação com o ex-jogador santista.
De qualquer maneira, Dorival e Cuca sabem que quando forem entrar em campo neste domingo, a amizade terá de ser esquecida pelo menos durante os 90 minutos em que a bola rolar. "Encaro com naturalidade enfrentar um amigo como o Cuca. Já estamos acostumados", disse Dorival.
Família
Além do fato de terem defendido o Palmeiras, Cuca e Dorival têm mais semelhanças na forma em que conduzem o trabalho. Os dois gostam de contar com o apoio de parentes em sua comissão técnica. Enquanto o palmeirense tem o irmão Cuquinha, o são-paulino trouxe o filho, Lucas Silvestre, para o Morumbi.
"Assim como qualquer outra figura da minha comissão ou da comissão do clube, ele [Lucas Silvestre] tem total liberdade de fazer uma colocação, de pontuar uma situação ou outra. É uma relação bem aberta. Eu ouço bastante para que possa tentar diminuir a margem de erro", disse Dorival.