Falhas na temporada unem Palmeiras e São Paulo para clássico
Equipes se encontram pelo Campeonato Brasileiro em situações bem abaixo do esperado em um ano que começou com otimismo
Fonte Estadão
26 de Agosto de 2017
Galiotte e Leco tentam fazer os clubes reagirem Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras e Felipe Rau/Estadão
Quando as diretorias de Palmeiras e São Paulo começaram a planejar a temporada deste ano, nem os mais pessimistas dos torcedores rascunharam a situação atual dos times na temporada. Os dois clubes fazem clássico neste domingo, às 16h, no Allianz Parque, pelo Campeonato Brasileiro, na esperança de aliviar um pouco a pressão sobre as respectivas cúpulas pelos fracassos seguidos ao longo do ano. Nada deu certo ainda para Palmeiras e São Paulo em 2017.
Equívocos no planejamento não são problemas somente dos rivais paulistas. Os problemas estão espalhados pelo futebol brasileiro. De norte a sul do País, há clubes nas mesmas condições , que fazem apostas erradas, gastam o que não têm e colhem bem pouco dentro de campo.
O Palmeiras de mais de R$ 100 milhões em contratações e 15 reforços tenta reagir depois de três rodadas sem ganhar e eliminações traumáticas consecutivas, a principal delas há cerca de 20 dias, na Copa Libertadores, ainda nas oitavas de final.
Resultados abaixo das expectativas para quem é o atual campeão brasileiro culminaram com acusações da torcida sobre o comando do clube. O diretor de futebol Alexandre Mattos recebeu ameaças de morte na última semana, o técnico Cuca teve a demissão pedida e o presidente Mauricio Galiotte ouviu questionamentos nos bastidores.
O Palmeiras tentou evoluir o planejamento em relação ao ano passado, mas a guinada não deu resultado. A diretoria manteve a base do elenco campeão nacional e, após a eliminação no Paulista, demitiu o técnico Eduardo Baptista para trazer de volta o aclamado e festejado Cuca.
Sem resultados, a pressão surgiu. O próprio treinador admite a dificuldade de conseguir achar um time ideal e passar confiança aos jogadores. Nas mãos de Cuca a equipe ainda não conseguiu uma boa sequência de resultados. Os planos de 2017 para o São Paulo também eram ambiciosos. A eventual conquista de vaga na Libertadores do próximo ano era o mínimo nos discursos do presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco.
A aposta no ex-goleiro Rogério Ceni para treinar a equipe, contudo, se tornou um pesadelo para a torcida e para a própria diretoria. Sob o comando do ídolo, no primeiro semestre, o time foi eliminado do Campeonato Paulista, da Copa do Brasil e da Copa Sul-Americana.
Ceni foi criticado por insistir em uma formação e um elenco que não rendia em campo. Inexperiente na função de treinador, o ex-goleiro rapidamente passou a ser pressionado por vários integrantes da cúpula são-paulina.
A saída de jogadores importantes também prejudicou o time. Só em junho, o clube perdeu três atletas. A diretoria vendeu o atacante Luiz Araújo e o volante Thiago Mendes para o Lille, e perdeu o zagueiro Maicon para o Galatasaray. Isso tudo depois de já ter negociado David Neres, para o Ajax, e o zagueiro Lyanco para o Torino.
Outro aspecto que prejudicou o São Paulo foram as mudanças no departamento de futebol. A aposta da diretoria em Vinicius Pinotti, ex-diretor de marketing do Morumbi, trouxe desconfianças pela falta de experiência dele na área. Desde maio na nova função, Pinotti passou a ser visto como um dos principais culpados pela má fase do time no Campeonato Brasileiro.
Procurados pela reportagem, os presidentes Maurício Galiotte e Leco não atenderam aos pedidos de entrevista feitos pelo Estado.
Quando as diretorias de Palmeiras e São Paulo começaram a planejar a temporada deste ano, nem os mais pessimistas dos torcedores rascunharam a situação atual dos times na temporada. Os dois clubes fazem clássico neste domingo, às 16h, no Allianz Parque, pelo Campeonato Brasileiro, na esperança de aliviar um pouco a pressão sobre as respectivas cúpulas pelos fracassos seguidos ao longo do ano. Nada deu certo ainda para Palmeiras e São Paulo em 2017.
Equívocos no planejamento não são problemas somente dos rivais paulistas. Os problemas estão espalhados pelo futebol brasileiro. De norte a sul do País, há clubes nas mesmas condições , que fazem apostas erradas, gastam o que não têm e colhem bem pouco dentro de campo.
O Palmeiras de mais de R$ 100 milhões em contratações e 15 reforços tenta reagir depois de três rodadas sem ganhar e eliminações traumáticas consecutivas, a principal delas há cerca de 20 dias, na Copa Libertadores, ainda nas oitavas de final.
Resultados abaixo das expectativas para quem é o atual campeão brasileiro culminaram com acusações da torcida sobre o comando do clube. O diretor de futebol Alexandre Mattos recebeu ameaças de morte na última semana, o técnico Cuca teve a demissão pedida e o presidente Mauricio Galiotte ouviu questionamentos nos bastidores.
O Palmeiras tentou evoluir o planejamento em relação ao ano passado, mas a guinada não deu resultado. A diretoria manteve a base do elenco campeão nacional e, após a eliminação no Paulista, demitiu o técnico Eduardo Baptista para trazer de volta o aclamado e festejado Cuca.
Sem resultados, a pressão surgiu. O próprio treinador admite a dificuldade de conseguir achar um time ideal e passar confiança aos jogadores. Nas mãos de Cuca a equipe ainda não conseguiu uma boa sequência de resultados. Os planos de 2017 para o São Paulo também eram ambiciosos. A eventual conquista de vaga na Libertadores do próximo ano era o mínimo nos discursos do presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco.
A aposta no ex-goleiro Rogério Ceni para treinar a equipe, contudo, se tornou um pesadelo para a torcida e para a própria diretoria. Sob o comando do ídolo, no primeiro semestre, o time foi eliminado do Campeonato Paulista, da Copa do Brasil e da Copa Sul-Americana.
Ceni foi criticado por insistir em uma formação e um elenco que não rendia em campo. Inexperiente na função de treinador, o ex-goleiro rapidamente passou a ser pressionado por vários integrantes da cúpula são-paulina.
A saída de jogadores importantes também prejudicou o time. Só em junho, o clube perdeu três atletas. A diretoria vendeu o atacante Luiz Araújo e o volante Thiago Mendes para o Lille, e perdeu o zagueiro Maicon para o Galatasaray. Isso tudo depois de já ter negociado David Neres, para o Ajax, e o zagueiro Lyanco para o Torino.
Outro aspecto que prejudicou o São Paulo foram as mudanças no departamento de futebol. A aposta da diretoria em Vinicius Pinotti, ex-diretor de marketing do Morumbi, trouxe desconfianças pela falta de experiência dele na área. Desde maio na nova função, Pinotti passou a ser visto como um dos principais culpados pela má fase do time no Campeonato Brasileiro.
Procurados pela reportagem, os presidentes Maurício Galiotte e Leco não atenderam aos pedidos de entrevista feitos pelo Estado.
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