Quedas, rebaixamento e tabu: os momentos de pressão que viverão Palmeiras e SP

Fonte UOL
Foto: Ale Cabral/AGIF
O Palmeiras vendeu, até a tarde da última sexta-feira (25), 27 mil ingressos para o duelo com o São Paulo, válido pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro. O encontro das 16h de domingo será o terceiro Choque-Rei da temporada e o Allianz Parque promete carregar tensão e pressão para os dois rivais. A ebulição palmeirense vem das eliminações recentes na Libertadores e na Copa do Brasil e já atingiu até Cuca, por mais que o time brigue pelas primeiras posições da Série A. Do outro lado, com temperatura cada vez mais alta, a crise são-paulina ferve com críticas à diretoria e a presença na zona de rebaixamento.

Eliminações
Para os dois times, o Brasileirão é o que sobrou de uma temporada melancólica que ainda está no fim de agosto. No Campeonato Paulista, ambos caíram na semifinal: o Palmeiras foi derrotado pela Ponte Preta, enquanto o São Paulo foi eliminado pelo Corinthians. Na Copa do Brasil, tiveram o mesmo algoz. O Cruzeiro, classificado para a decisão contra o Flamengo, tirou o Tricolor na quarta fase e os alviverdes nas quartas de final. Por fim, em torneios internacionais, os palmeirenses caíram em casa para o Barcelona-EQU nas oitavas de final da Libertadores. Os são-paulinos não saíram da primeira fase da Sul-Americana, também decidindo como mandante, despachados pelo Defensa y Justicia.
Libertadores x rebaixamento
Na tarefa final de 2017, os rivais têm objetivos bem definidos. O Palmeiras, embora tenha visto o Corinthians disparar na liderança, ainda tem margem de segurança no G6. São 33 pontos, na quarta colocação, contra 30 do Atlético-PR, o sétimo, que precisaria de ao menos duas rodadas para tirar a diferença no número de vitórias. No outro extremo da tabela, o São Paulo tem 23 pontos e ocupa a 17ª posição. Um triunfo no Allianz Parque pode fazer o time disparar para 12º, em caso de derrotas de Vasco, Chapecoense, Coritiba, Atlético-MG e Bahia. Se todos esses adversários ganharem, o Tricolor terá de passar mais uma rodada na zona de rebaixamento. Se perderem, os comandados de Dorival Júnior ainda podem ser ultrapassados por Avaí e Vitória e terminar o fim de semana na penúltima colocação.
Cartolas pressionados
Administrar clubes como Palmeiras e São Paulo nunca foi fácil. Mas o momento de instabilidade dos clubes tem colocado ainda mais à prova a capacidade dos cartolas em gerir crises. No lado alviverde, a maior movimentação de torcedores e conselheiros é contra o diretor de futebol Alexandre Mattos, antes tratado como herói pelas contratações em quantidade e qualidade que ajudaram o Palmeiras a se reconstruir desde 2015. Até um dossiê sobre erros e acusações ao dirigente foi feito por uma das organizadas do clube. No Morumbi, a pressão sempre esteve mais concentrada na figura do presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, alvo da campanha #ForaLeco nas redes sociais. Desde o começo da semana, porém, torcida e conselho deliberativo apontaram suas miras para o diretor-executivo de futebol Vinicius Pinotti, que fez críticas ao ídolo Rogério Ceni enquanto tentava explicar os motivos da demissão do Mito, que comandou o Tricolor até o fim de junho.
Laterais na mira da torcida
Ainda sobre ira e alvos dos torcedores, as equipes têm em comum a instabilidade de seus laterais. Cuca sofre para definir seus titulares. Na direita, já passaram Mayke, Fabiano, Jean e Tchê Tchê. Na esquerda, Zé Roberto não repete o bom desempenho dos últimos anos e Egídio caiu em desgraça com o pênalti perdido na eliminação na Libertadores. Com Dorival Júnior, o lado esquerdo da defesa ganhou um pouco de fôlego com o experiente Edimar, mas o direito segue inconstante. Bruno, lesionado, é um dos mais criticados. Araruna, também machucado, não engrenou ao ser improvisado. Buffarini, então, ganhou uma nova chance, mas segue sem nenhuma assistência para gols desde que chegou ao São Paulo, em julho do ano passado.
Década de supremacia verde
O que alivia parte da pressão palmeirense, mas sobrecarrega a são-paulina é o retrospecto do clássico no Allianz Parque. Foram quatro embates no local desde a reforma do estádio, reinaugurado em novembro de 2014: quatro vitórias do Alviverde, que marcou 12 gols e levou apenas um. Se for levado em conta o histórico do antigo Palestra Itália, o jejum tricolor é ainda maior. O último triunfo do São Paulo por lá aconteceu há dez anos, em 29 de agosto de 2007. Na ocasião, os tricolores venceram por 1 a 0, gol de Jorge Wagner, e dispararam rumo ao quinto título do Brasileirão - conquistariam o sexto no ano seguinte. Apesar de longo em tempo, o tabu na casa palmeirense é curta em jogos: oito embates, com seis triunfos do Palmeiras e dois empates.
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