Mancini e Dorival pedem aprovação da Lei Caio Jr.e veem técnicos sem espaço no exterior

Técnico do Vitória é vice-presidente da Federação de Treinadores e diz que situação é "desesperadora". Comandante do São Paulo pede mais envolvimento da CBF

Fonte SPORTV
A situação dos treinadores brasileiros foi um dos assuntos do "Bem, Amigos!" desta segunda-feira. No programa, estavam os técnicos Dorival Júnior, do São Paulo, e Vagner Mancini, do Vitória, e cobraram a aprovação da Lei Caio Júnior, que tramita na Câmara dos Deputados. O comandante do time baiano, que também é vice-presidente da Federação Brasileira de Treinadores de Futebol, disse que a situação atual é desesperadora.

- Se nós estamos com dificuldade na Série A, imagina no resto do Brasil, onde 80% nem assina um contrato. É uma situação desesperadora. A gente espera que todas as autoridades entendam isso. Ninguém quer levar vantagem nenhuma. Nós queremos andar em conformidade com os atletas, com os árbitros, com as instituições. Somente isso - disse Vagner Mancini.
O projeto já teve sua aprovação nas comissões de Esportes e do Trabalho da Câmara. Hoje, está sendo analisado pela comissão de Justiça. De acordo com o técnico do Vitória, embora tenham acontecido alguns avanços, a aprovação da Lei Caio Jr. é fundamental.
- Temos uma lei de 1993, que é uma lei defasada. Essa lei cita, entre outras coisas, que o técnico brasileiro tem que ter seu contrato registrado na CBF e nas federações. Isso nunca foi cumprido. No ano passado, em São Paulo, através do Mauro Silva, ele regulamentou no Campeonato Paulista que o treinador tivesse seu registro na federação. Fomos até a CBF e pedimos que a CBF fizesse isso no Campeonato Brasileiro. Hoje já há o registro, o técnico entra no BID, temos que assinar um contrato registrado na CBF para que a gente esteja apto a sentar no banco. As coisas estão caminhando. Mas o projeto que está em Brasília há três anos não anda. Ele já passou por duas comissões, chegou a uma terceira e parou. Depois dessa terceira, ela iria para o Senado e viraria lei.
Entre as obrigações previstas na lei, estariam a necessidade de qualificação para os treinadores e também que os clubes sejam obrigados a quitarem suas obrigações antes de poderem contratar outro técnico.
- Dentre outras coisas, o mínimo de contrato de seis meses e o máximo de dois anos. O Parreira já citou que, quando foi técnico do Valencia, da Espanha, e foi demitido, no dia seguinte, eles foram na casa dele: "Pelo amor de Deus, assina a rescisão, porque eu tem que pagar te tudo para que eu possa contratar outro treinador". São essas coisas. Isso faz parte do projeto. A qualificação do profissional, ele tem que se reciclar, fazer os cursos. Está tudo especificado - disse Vagner Mancini.
A questão dos cursos para treinadores foi o ponto mais comentado por Dorival Júnior. O técnico do São Paulo afirmou que os profissionais do Brasil e dos outros países da América do Sul ficaram para trás e perderam espaço nos clubes da Ásia, que passaram a exigir licenças. Dorival pediu um envolvimento maior da CBF, para que os brasileiros tenham uma autenticação equivalente à oferecida pela Uefa.
- O profissional sul-americano está perdendo mercado, perdemos o mercado árabe. Eles exigem a chancela do curso da Uefa, nós teríamos que ter algo similar, o que não vem acontecendo. Estamos perdendo o mercado asiático, e o mercado árabe sempre foi muito forte para o treinador brasileiro. Com o mercado asiático criando a necessidade das licenças para que se entre nesse mercado, e nós não temos isso, então precisamos acelerar esse processo. Se a CBF não botar a mão, se a CBF não enfrentar com todos nós esse processo, nós ficaremos para trás. E isso está sendo um incômodo para todos. Então, quando dizem "treinador brasileiro não pode entrar na Europa", a gente não pode nem passar perto da Europa, não temos condições.
Vagner Mancini também acredita que os europeus estão em vantagem e lembrou que Luiz Felipe Scolari precisou de um documento para poder comandar o Guangzhou Evergrande, da China, em junho de 2015.
- O que foi houve foi uma "sacanagem", entre aspas, porque a Uefa pegou a Ásia como uma parte de seu território, tirando o sul-americano, fazendo com que em todos esses países fosse exigida a licença da Uefa. Agora, a Conmebol já se atualizou, aceitando o curso da CBF, mas ainda não chegou na Fifa, na Uefa. A Uefa é referência na Ásia, no mundo árabe. Nós aqui perdemos totalmente o mercado, porque não somos aceitos. O Felipão, campeão do mundo, chegando na China, me mandou um e-mail pedindo um documento que ele pudesse mostrar, senão não poderia sentar no banco de reservas. Nós, através da federação de treinadores, fizemos um documento e enviamos, para que ele fosse aceito.
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