Um dos motivos que pode ajudar a explicar o momento difícil que o São Paulo, atual 15º colocado do Campeonato Brasileiro, pode ser a incapacidade da equipe de se concentrar após balançar as redes.
Desde o início do ano, em sete ocasiões o time tricolor sofreu um gol menos de 10 minutos após marcar.
Contra o Botafogo, no último sábado, foi pior ainda: Cueva abriu o placar aos 17 minutos do primeiro tempo, Marcos Vinícius empatou aos 19 e aos 25 virou o jogo para os donos da casa. Diferentemente de outros duelos, ao menos a equipe triunfou por 4 a 3 no final.
Também já aconteceu de, em uma mesma partida, isso ocorrer duas vezes.
Pela Copa do Brasil contra o PSTC, Cícero abriu o placar aos 14, mas, aos 15, Lucão empatou. No decorrer da partida, dois minutos após Cueva fazer o terceiro gol do São Paulo, Carlos diminuiu para os paranaenses. A equipe também venceu: 4 a 2.
Diante do Atlético-GO, pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro, as falhas custaram dois pontos ao time de Dorival Jr.
Naquela ocasião, Pratto inaugurou o marcador aos 13 do segundo tempo, mas Niltinho empatou o jogo após oito minutos. Quando o relógio marcava 39 da etapa final, Marcinho colocou novamente os paulistas na frente, mas 120 segundos depois, Everaldo devolveu a igualdade ao jogo.
Contra o ABC, pela Copa do Brasil, Luiz Araújo estava inspirado e marcou seu segundo tento na partida aos 5 da segunda etapa. Mal deu tempo de comemorar, porque o time de Natal diminuiu três minutos depois.
Possivelmente o caso a ser mais lamentado resultou na eliminação do São Paulo da Copa Sul-Americana.
Os então comandados por Rogério Ceni abriram o placar no Morumbi com Thiago Mendes, aos seis minutos do jogo contra o modesto Defensa y Justicia, da Argentina. Tudo indicava que seria um jogo fácil, mas, aos 11 minutos Castellani, marcou o gol que classificaria os argentinos.
Este jogo foi um dos que contribuíram para a saída de Ceni. Algo que, talvez, pudesse ser evitado com um pouco mais de atenção após balançar as redes.