A janela de transferências internacionais é um pesadelo para os clubes brasileiros. A força da grana que constrói e destrói coisas belas, como diz a música do Caetano, devasta os times tupiniquins que vivem em penúria financeira e com o “pires nas mãos”. É quase impossível competir com os clubes da Europa, tendo em vista a desvalorização da nossa moeda e a oportunidade dos jogadores brasileiros de conquistarem a independência financeira.
De maneira paliativa, a mudança do calendário do futebol brasileiro, adequando-se ao calendário europeu, poderia diminuir o estrago. Mas é difícil imaginar que, por mais que os clubes dificultem a negociação, os jogadores resistam por muito tempo ao “canto da sereia”.
Por outro lado, é fundamental que não haja o conformismo, sob o risco de testemunharmos diariamente o empobrecimento de nosso futebol e ao mesmo tempo observarmos o interesse cada vez maior dos torcedores brasileiros pelos times de fora, muitos meninos já desfilam nas escolas com camisas do Real Madrid, Barcelona, Chelsea, Juventus, entre outros mais famosos.
Em tese, por fundamento e função, clube de futebol não é banco, não tem o lucro como o objetivo. Clube de futebol vive de títulos, e por óbvio, precisa de bons jogadores para conquistá-los.
O São Paulo, por exemplo: acaba de fechar a venda do meio campo Thiago Mendes e do atacante Luiz Araújo para o Lille da França por 18 milhões de euros ou 65 milhões de reais. Dinheiro que vai forrar ainda mais os cofres são-paulinos, recheados pela negociação de David Neres para o Ajax da Holanda por 44 milhões de reais. Espera-se que o dinheiro seja revertido para a contratação de outros bons jogadores, o que nem sempre acontece, levando-se em consideração as gigantescas dívidas acumuladas pela péssima gestão dos clubes brasileiros. Na maioria dos casos, o dinheiro desaparece, os craques vão embora e o torcedor fica na mão.
Como vimos nos últimos anos, os clubes europeus não são os únicos “vilões” do futebol brasileiro. Os milionários chineses também viraram nossos algozes e a verdade é que, nossos jogadores ficam cada vez menos tempo por aqui e são negociados antes mesmo de se firmarem nos times titulares ou no gosto da torcida.
Talvez seja um processo que não tenha mais volta. Mas não dá para se conformar tão facilmente. Ainda é possível imaginar que , por mais que o dinheiro de fora seja mais forte que o nosso, se houver planejamento, organização e união dos clubes por um objetivo comum, nossos craques fiquem mais tempo por aqui, pelo menos por 4 ou 5 temporadas, menos do que isso é impossível criar identificação com a torcida e agregar valor ao nosso futebol.
Janela indiscreta - por Carlos Cereto
Fonte SporTV
2 de Junho de 2017
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