Quando o São Paulo contratou Marcelo Cañete em 2011, o meio campista revelado no Boca Juniors chegou como uma das promessas do futebol argentino. No entanto, as lesões e a falta de oportunidades atrapalharam sua trajetória no Morumbi, bem como a ‘falta de valorização’, como afirmou em entrevista ao ESPN.com.br.
“Não fui muito valorizado da forma que gostaria. Eu estava machucado, sem ritmo, mas ninguém dá o tempo. Não me deram a chance de me recuperar para começar de novo. Contrataram dois meias e fiquei sem espaço. Fui emprestado e minha cabeça não ficou legal. Não foi da forma que esperei”, disse.
“Quando melhorei, eles tinham contratado o Jadson. Precisava de um tempo para voltar, pegar confiança e entrar no ritmo que gostava. Ainda mais no São Paulo, que é um clube que você precisa estar 100% o tempo inteiro. Tem muitos jogadores de qualidade e isso exige muito. Depois , chegou Ganso e o espaço ficou menor ainda. Foi uma sequência de coisas”, explicou.
Mesmo não tendo passagem de destaque pelo Tricolor Paulista, Cañete contou que não guarda rancor do clube. “Ao contrário, só fico muito agradecido a diretoria que sempre me ajudou. Eu aprendi a querer bem e a torcer pelo São Paulo porque te dá muitas coisas. É um clube de primeiro nível”, afirmou.
Cañete chegou ao São Paulo após complicada negociação envolvendo os brasileiros, o Boca Juniors, detentor dos direitos, e a Universidad Católica do Chile, por quem jogava. Era a esperança para resolver os problemas no meio campo são paulino, ainda mais pelo seu apelido de ‘novo Riquelme’. No entanto, as lesões o atrapalharam. Ele também passou por Portuguesa, Náutico, CRB, São Bernardo e atualmente defende o Libertad, do Paraguai.