O chefe da arbitragem da CBF, Coronel Marcos Marinho, declarou ao GloboEsporte.com que o gol de Jô, do Corinthians, no clássico contra o São Paulo foi legal. No lance, Jadson cobrou uma falta da esquerda, Lucas Pratto subiu para tentar cortar, a bola sobrou para Jô, que mandou para a rede.
O atacante do Corinthians estava em posição de impedimento quando a falta foi cobrada. Mas, segundo o Coronel Marinho, o fato de ter desviado em Pratto "elimina" o impedimento.
– Pelo que vi das imagens, o gol foi legal. Porque o jogador do São Paulo [Lucas] vai na bola, tenta cabecear, tenta desviar, tentar interceptar, e com isso dá condição ao Jô. Foi como se fosse um passe – declarou Marinho.
Entre os integrantes da comissão de arbitragem da Federação Paulista de Futebol, o consenso também é de que o árbitro Flavio Rodrigues de Souza acertou, porque a cabeçada de Pratto "foi deliberada" e isso tira o impedimento do atacante do Corinthians.
O livro de regras da CBF (assinado pelo próprio Marcos Marinho) diz na página 81:
– Um jogador em posição de impedimento que receber a bola jogada deliberadamente por um adversário (exceto quando se tratar de uma defesa deliberada), não deve ser punido (não ganha vantagem).
Este seria o caso, segundo o chefe da arbitragem da CBF. Ao tentar cortar o cruzamento, Pratto teria "deliberadamente" passado a bola a Jô, que portanto "não deve ser punido".
Vale ressaltar que o mesmo livro de regras da CBF diz que o impedimento NÃO será cortado se a bola "desviar" no adversário. Ou seja: para o Coronel Marinho e para o árbitro Flavio Rodrigues da Silva, o toque de Pratto foi "deliberado".