O time jogou bem em boa parte dos 90 minutos, enfrentando a altitude, os donos da casa e um campo pesado, castigado pela chuva. Depois do primeiro gol, cresceu, marcou o segundo, e ganhou um jogador que até então vinha tímido no torneio: David Neres, que teve sua venda ao Ajax definida nesta segunda-feira, acordou e mostrou que pode ser um fator de desequilíbrio para o Brasil, embora tenha perdido a bola do jogo na etapa final.
Neres, inclusive, foi substituído por Micale, numa mexida que, na opinião do blog, piorou o time brasileiro. Mas o empate não saiu por isso. Saiu por dois pênaltis afoitos cometidos por Caíque e Gabriel. O erro, claro, faz parte do aprendizado, mas pode custar caro se repetido nos próximos jogos.
Outro ponto positivo do time foi a atuação de Maycon, que ganhou a posição como volante e fez uma ótima dupla com Caio Henrique, além do segundo gol. Guilherme Arana, apesar de algumas falhas defensivas, também fez um bom jogo. Micale, no entanto, parece ter dificuldade com os reservas. Giovanny, mais uma vez, não produziu muito no ataque, e Léo Jabá, apesar de lutar muito, peca pela falta de precisão nas jogadas que executa em alguns momentos.
Contra o Uruguai, nesta quarta-feira, a vitória é importantíssima, no jogo que, na opinião do blog, reúne as duas melhores equipes do torneio. Será também mais um duelo entre Micale e Fabián Coito, técnico uruguaio, que se enfrentaram no Mundial Sub-20 e no Pan de 2015, com uma vitória para cada lado. É a chance também do time, que precisa evoluir, crescer em um jogo grande, embalar e pegar confiança de vez.