A madrugada desta terça-feira foi marcada pela tragédia do voo que levava a delegação da Chapecoense para Medellín, na Colômbia. Além da delegação, haviam jornalistas brasileiros que seguiam no mesmo avião para fazer a cobertura da partida de ida da final da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional.
O avião da LaMia, matrícula CP2933, decolou de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, com 81 pessoas a bordo: 72 passageiros e 9 tripulantes. Segundo autoridades colombianas, há 75 mortos e 6 sobreviventes.
Dentre os mortos confirmados, o de Mateus Caramelo, atleta do São Paulo que estava emprestado a Chape. O lateral chegou no Tricolor em 2013, depois de se destacar no Campeonato Paulista do mesmo ano, defendendo a camisa do Mogi Mirim.
Em 2014, sem espaço no time titular, o lateral foi cedido por empréstimo ao Atlético-GO. No ano seguinte, o jogador foi emprestado pela primeira vez a Chapecoense. Retornou ao São Paulo em 2016, chegando a ser inscrito para Copa Libertadores. Com a chegada de Buffarini, a briga por uma vaga no time ficou mais difícil, posição que já contava com Bruno e Auro. Com isso, Caramelo acabou retornando por empréstimo ao clube Catarinense, até o fim desta temporada.
Mario Sérgio e Cléber Santana
As duas vítimas do voo, tiveram passagem pelo São Paulo.
Em 1979, Mario Sergio chegou a jogar no São Paulo. No clube, ele ganhou o apelido de ‘rei do gatilho’ após esvaziar o pente de seu 38, dando tiros para o alto para assustar torcedores do São José, no Vale do Paraíba, que se manifestavam na saída da delegação são-paulina do Estádio Martins Pereira.
Em 1998, Mario Sergio retornou ao São Paulo, dessa vez como treinador. Uma passagem rápida, dirigindo a equipe em 10 jogos (três vitórias, um empate e seis derrotas), mas que ficou marcada ao proibir Rogério Ceni de cobrar faltas.
Atualmente, Mario Sergio era comentarista do canal Fox Sports.
Já Cléber Santana, chegou no São Paulo em 2010, depois de um tempo no futebol espanhol. O meia marcou 3 gols em 48 jogos com a camisa Tricolor. Durante sua passagem, o jogador não vingou e acabou sendo emprestado ao Atlético-PR em 2011, ao Avaí e ao Flamengo no ano seguinte.
Cléber Santana era uma das peças-chave, no esquema tático da Chapecoense e também considerado o maior líder da equipe catarinense.
O SPFC.Net se solidariza com todas as famílias das vítimas desta tragédia que abalou o mundo do futebol.
#SomosTodosChape
Mateus Caramelo e ex-tricolores no acidente aéreo na Colômbia - #SomosTodosChape
Fonte SPFC.Net
29 de Novembro de 2016
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