A maior novidade do São Paulo no penúltimo jogo do ano, domingo, às 17h, contra o Atlético-MG, será a presença de Wellington entre os titulares. O volante não começa uma partida desde 27 de setembro do ano passado, quando defendia o Internacional. Uma suspensão por doping, o fim do empréstimo ao Colorado e uma grave lesão no joelho o afastaram do futebol.
Pintado, técnico interino, manteve a tendência da semana, do ex-técnico Ricardo Gomes, e manteve o jogador na equipe titular, no lugar do suspenso João Schmidt. Uma decisão até surpreendente, já que Hudson, capitão do São Paulo na Libertadores, continua no banco.
Com Wellington, a comissão técnica espera ter mais pegada no meio-campo. O jogador subiu para a equipe profissional em 2008. Na base, era o grande companheiro do meia Oscar, atualmente no Chelsea. Hoje, aos 25 anos, o volante é o remanescente do último time campeão do São Paulo. Em 2012, ele era titular da equipe que conquistou a Copa Sul-Americana. O zagueiro Rodrigo Caio estava no grupo, mas raramente entrava em campo.
A carreira de Wellington não decolou como se esperava. Um dos maiores entusiastas no início era justamente o atual diretor executivo de futebol, Marco Aurélio Cunha. Na volta ao São Paulo, ele só entrou em campo nos minutos finais da vitória por 2 a 0 sobre a Ponte Preta, no Morumbi. Rezou, chorou, se emocionou em campo.
No último domingo, o diagnóstico da comissão apontou justamente uma marcação muito frouxa do meio-campo nos dois gols da Chapecoense, que venceu o São Paulo. João Schmidt e Thiago Mendes não ofereceram resistência quando Dener e Thiaguinho marcaram. A expectativa é que a presença de Wellington, sem ritmo de jogo, seja compensada pela determinação.

Wellington vai substituir o suspenso João Schmidt contra o Atlético-MG (Foto: Arte: GloboEsporte.com)