São Paulo pode ter presidente remunerado com salário de, no máximo, R$ 27,5 mil

Fonte ESPN
Foto: Gazeta Press
O Conselho Deliberativo do São Paulo aprovou, por unanimidade, na quarta-feira, a proposta de novo estatuto do clube. A decisão, que ainda não é definitiva, encaminha, entre outras questões, a possibilidade de o presidente ser remunerado. Qual seria seu salário? No máximo, R$ 27,5 mil mensais.
O texto, em seu artigo 111, diz que o "presidente eleito poderá ser remunerado caso dedique-se exclusivamente ao exercício das suas funções. Sua remuneração deverá ser aprovada pelo Conselho de Administração, mas não será, em qualquer hipótese, superior a 70% do teto do funcionalismo público".
Atualmente, os salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que definem o teto para o funcionalismo público, são de R$ 33,7 mil, mas a Câmara dos Deputados já aprovou o reajuste para R$ 39,2 a partir de janeiro de 2017, pendendo apenas do aval também do Senado para entrar em vigor.
Considerando o aumento, que já foi aprovado por comissões do Senado e aguarda votação em plenário, o salário de um eventual presidente remunerado do São Paulo seria, no máximo, R$ 27,5 mil mensais.
Para efeitos de comparação, o possível ganho para ocupar a cadeira de mandatário tricolor seria pouco menos de 10% do que recebe atualmente Michel Bastos, com salário na casa dos R$ 300 mil por mês.
Para entrar em vigor, o estatuto aprovado pelo Conselho passará agora por assembleia de sócios, que ainda não tem data marcada, mas está prevista para ocorrer ainda em 2016, no início de dezembro.
Além da possibilidade de remuneração, o texto também prevê o fim da reeleição para presidente, que agora passaria a poder ter apenas um mandato de três anos. A data das eleições, que atualmente ocorrem no mês de abril, também mudaria, passando a ser realizada em dezembro.
O novo estatuto - que, se aprovado, passará a valer a partir de abril de 2017 - também prevê, entre outras coisas, a criação de um Conselho de Administração no clube e a profissionalização de diretorias, com o fim dos cargos de vice-presidentes estatutários e a contratação de profissionais remunerados.
O texto também tem propostas que incluem a participação de sócios-torcedores nas eleições do clube e a separação da parte social do futebol. Esses temas, contudo, passarão por análise separada.
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