Cueva é uma das esperanças do São Paulo para 2017
Com três assistências e um gol, Cueva foi o nome do jogo na vitória do São Paulo por 4 a 0 sobre o Corinthians, no sábado (5). Porém, para alcançar tal rendimento e repeti-lo em 2017, o peruano conta com um planejamento desenvolvido pela comissão técnica do Tricolor.
Uma das preocupações do jogador, de 24 anos, é com a sua condição física. Antes mesmo do Majestoso, ele havia admitido que caía de rendimento durante o segundo tempo das partidas.
Para ajudá-lo a ter uma melhor performance, Ricardo Gomes cobra uma maior intensidade do jogador dentro de campo. A distância percorrida e a intensidade dos seus movimentos nos treinos e nas partidas são computados pelo GPS. Quando o atleta se desloca acima dos 18 km/h, o movimento é considerado de alta intensidade
"No Peru e no México, a intensidade do jogo é outra. O Cueva sempre comenta isso. Ele tem bastante técnica e pode entrar na zona de conforto, carregando muito a bola. Por isso, o Ricardo sempre cobra essa intensidade dele", disse Rene Weber, coordenador técnico do clube.
Porém, há outros motivos para o jogador estar um pouco mais cansado neste fim de temporada.
"Ele reclama que não tem férias há dois anos. Então, mostramos que é importante usar essa reta final de campeonato para dar o seu limite", contou Rene.
Como o jogador também é frequentemente convocado para defender a seleção peruana, há sempre um cuidado com a logística e a agenda do jogador. Por exemplo, o clube já sabe que ele retorna da partida contra o Brasil na quarta-feira, dia 16, às 20h, e vai direto para a concentração do jogo com o Grêmio, na quinta-feira, pelo Brasileiro.
O posicionamento do peruano também é alvo de uma atenção especial da comissão técnica. O meia-atacante tem o costume de jogar pela esquerda, porém, Ricardo Gomes acha que ele rende mais centralizado, como no clássico com o Corinthians.
"Ele sabe enfiar bem a bola e produz mais por dentro. No jogo com o Corinthians, por exemplo, isso foi falado na preleção. Nesta posição mais centralizada, o David Neres e o Luiz Araújo têm condições de fazer o movimento diagonal para receber a bola do Cueva. Tanto que depois do intervalo, é possível ver o os dois conversando com ele sobre esse posicionamento. O Cueva teve um crescimento grandioso", destacou Weber.
Até mesmo em relação à cobrança de pênalti, Cueva contou com o apoio do clube. Ao perceber que o jogador geralmente chutava no canto direito do goleiro, o equipe de estatísticas do clube o orientou. Por isso, também, ele deu a cavadinha no meio do gol de Cássio, no clássico.
"Esse trabalho é feito com todos, mas os próprios jogadores esperam mais do Cueva. Para ele achar esse equilíbrio, vai também da mão do treinador", disse Rene.
São Paulo monta estratégia para Cueva brilhar como no 4 a 0
Fonte UOL
11 de Novembro de 2016
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