José Roberto Ópice Blum é o presidente da Comissão de Ética do Tricolor
Carlos Miguel Aidar e Ataíde Gil Guerreiro não devem ser os únicos dirigentes expulsos do Conselho Deliberativo do São Paulo. É que os membros da Comissão de Ética do Tricolor, liderados por José Roberto Ópice Blum, continuam investigando uma série de questões internas e não descartam a possibilidade de punições pesadas a pessoas que estiveram ou ainda fazem parte do comando do clube.
“Continuamos trabalhando fortemente para passar o São Paulo a limpo. Essas comissões sempre foram vistas como instrumentos para acobertar alguma coisa errada, mas não teve nada disso com a nossa”, afirma Ópice Blum. “Vamos restabelecer a sensação de que as coisas funcionam, de que a instituição se protege, para recuperar o crédito do São Paulo no mercado.”
As exclusões do ex-presidente Aidar e do ex-vice de futebol Ataíde ocorreram em 25 de abril, depois de o Conselho Deliberativo votar a favor do parecer da Comissão de Ética, que apontou equívocos gritantes, como na contratação do zagueiro Yago Maidana. A expulsão era a pena máxima prevista pelo estatuto do clube.
Além da participação na compra de Maidana, Ataíde foi excluído, segundo a comissão de sindicância, por participar da negociação de uma ação judicial para discussão sobre Pis/Cofins do Tricolor que garantiria comissão de 20%. “Apresentei o documento que tinha um manuscrito do Ataíde tratando sobre o comissionamento e ele confirmou diante de todos que a letra era realmente dele. O que um vice-presidente de futebol fazia tratando de um assunto como esse? Por causa disso que ele foi expulso”, assegura o presidente da comissão.
Por uma questão ética, Ópice Blum não pode dar muitos detalhes, nem nomes dos outros dirigentes que estão sendo investigados. Mas o Blog apurou que declarações públicas que prejudicaram o clube podem render advertência a um dirigente. O caso mais sério é de outro cartola, que corre o risco de ser excluído por causa da emissão de notas fiscais.
Um dos temas mais polêmicos no Morumbi nos últimos anos, a promessa de pagamento de comissão de R$ 18 milhões no contrato com a Under Armour - na era Aidar - também passou pelo crivo de Ópice Blum e seus colegas. “Uma comissão havia sido montada especificamente para cuidar desta questão. Depois, analisamos o trabalho e concluímos que não houve infração à ética. Se algo de errado aconteceu, deveria constar no relatório da comissão especial”, justifica Ópice.
Após expulsar Aidar e Ataíde, Comissão de Ética promete mais punições no São Paulo
Fonte Blog do Jorge Nicola
1 de Novembro de 2016
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