Por Renata Lutfi/saopaulofc.net
O São Paulo encerrou sua participação na Copa Paulista com motivos para comemorar. Pela primeira vez, sendo que já havia participado outras três vezes, conseguiu avançar para a segunda fase da competição, eliminando times tradicionais do cenário Estadual, e, principalmente, dando experiência para jovens jogadores, que tiveram oportunidade de atuar em um torneio profissional.
Em 2003, 2004 e 2005, participações anteriores na competição, o Tricolor não havia passado da primeira fase, ficando em 24º, 28º e 22º lugar, respectivamente, no torneio. Desta vez, com 15 pontos na primeira fase, no Grupo 3, avançou de fase, eliminando os tradicionais Paulista, Ituano e Juventus. Na fase seguinte, em um grupo forte, viu o São Caetano e o Rio Claro avançarem de fase, acabando em décimo segundo no geral.
Atuando com jogadores Sub-19 e 20 diante de profissionais, Rodolfo Canavessi, Gerente de Futebol de Base Tricolor, avaliou a participação do São Paulo com muito pontos positivos.
"A Copa Paulista foi importante para fazer diminuir a distância entre o Sub-20 do São Paulo e o profissional. Poder jogar contra jogadores de idade mais avançada, experiência de rodagem ampla, vivência em outros clubes, fez com que nossos jogadores amadurececem diferente de um conteúdo apenas juniores. Ter passado para a segunda fase foi ainda mais desafiador, porque tinha adversários mais gabaritados, torcida, pressão. Sabíamos que seria difícil ganhar ou chegar mais à frente, mas o saldo foi extremamente positivo. Os meninos conseguiram extrair boas coisas, até como lidar com um jogo mais truculento", disse.
Diego Cabrera, Coordenador Técnico da Base, seguiu a mesma linha de ganho. "Nosso trabalho diário é visar a evolução dos atletas e prepará-los para a carreira profissional. Tivemos confrontos tradicionais, mesmo com resultados nem sempre positivos, mas rendimento muito bom. Pegamos uma chave difícil, com maior dificuldade, mas vimos evolução nos 28 meninos inscritos, dentre eles até meninos com menos de 18 anos, que tiveram vivencia profissional", contou.
Para Cabrera, as diferenças física e de vivência agregaram na bagagem de cada atleta para seguir na temporada. "Tem coisas que se diferem muito. Primeiro em força, em que os profisssionais já tem sua formação física maturada, já vem de longos trabalhos em outros times, com estruturas físicas bem estabelecidas. Também, principalmente nos times do interior, pegamos jogadores de 25 a 35 anos, com vivência muito grande, e a maneira que eles abordam os lances, se posicionam, é diferente, acaba fazendo diferença na malandragem que aplicam no jogo. Com nossos atletas vivendo isso, acabaram aprendendo também”, findou.
Durante a competição, o São Paulo teve à frente da equipe em alguns jogos o técnico André Jardine e em outras partidas Marcos Vizolli, que comanda a equipe Sub-19. Isso porque, em paralelo a Copa Paulista, foram feitos jogos da Copa do Brasil e do Campeonato Paulista Sub-20, que puxaram os principais atletas da categoria. O trabalho foi feito todo de forma integrada, criando ainda mais unidade entre o plantel.
"No vestiário, na roda de oração, o técnico Marcos Vizolli falou que os jogadores entraram como meninos e saíram como homens da competição. E esse é um bom retrato. Outro ponto importante foi colocar mais meninos jogando em torneio competitivo. Rodamos o plantel que temos de uma forma mais homogenia, usamos mais peças. P:udemos avaliar também os meninos em uma situação mais avançada, vendo se eles tem possibilidade e maturidade de seguir um caminho profissional no São Paulo. Facilitou uma comparação mais profissional dos nossos atletas", observou Canavesi.
Na última rodada, já sem chances de classificação, o Tricolor perdeu por 2 a 0 para o São Caetano, decretando a classificação do time do ABC Paulista, porém, jogou até o apito final se impondo, não deixando dúvidas da valia do torneio.
"Os meninos foram espetaculares. Encararam o São Caetano, que buscava a classificação, de frente, talvez até melhor em campo. Ponto positivo para a comissão técnica e jogadores, que também nos deram um feedback positivo, de que estão melhores e mais prontos para a carreira. Tinhamos receio, claro, do que iríamos encontrar, tomar possíveis invertidas e ficar ruim para nós, mas isso foi sombreado pela grande participação dos nossos atletas", disse o gerente.
Com balanço positivo, participação na Copa Paulista fortalece plantel da base
Gerente e Coordenador Técnico da base são-paulina exaltam postura dos atletas e aprendizado após participação no campeonato profissional
Fonte Site Oficial
17 de Outubro de 2016
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