Procurado pela ESPN na última quarta-feira, o São Paulo Futebol Clube limitou-se a enviar o comunicado oficial reproduzido acima.
Já a assessoria de imprensa do escritório de Manssur também encaminhou a seguinte respostas, abaixo:
"A respeito das perguntas feitas pela ESPN.com, o advogado José Francisco Manssur tem o seguinte a esclarecer:
Os assuntos requentados pela ESPN.com vêm sendo discutidos repetida e exaustivamente há pelo menos um ano e foram explicados, detalhadamente, ao Conselho Deliberativo do SPFC e ao Ministério Publico, por iniciativa exclusiva de Manssur.
Inicialmente, o veículo enviou e-mail com sete perguntas ao advogado. No dia seguinte, encaminhou outras quatro, "decididas junto à chefia", nas palavras de um de seus repórteres. A sabatina resultou em um questionário recheado de informações inverídicas e premissas equivocadas, que indicam deliberada intenção de atingir a honra do atual vice-presidente de comunicação e marketing do SPFC.
Entre as afirmações falsas contidas nas indagações estavam a de que Manssur ainda é sócio do ex-gerente de futebol Gustavo Vieira de Oliveira (a sociedade terminou há três anos e quatro meses) e de que ele cobrou do clube para se reunir com o ex-gerente de futebol. Ao contrário do que a ESPN.com quer fazer crer, não se tratava de reuniões entre dois sócios, mas entre prestador de serviço (AMVO) e cliente (SPFC).
Em outra pergunta, o veículo aponta contradição entre o que Manssur escreve em seu perfil no LinkedIn (que realizava trabalho VOLUNTÁRIO como assessor da presidência) e o fato de o escritório do qual é sócio ter cobrado honorários do clube, Propositalmente, os repórteres omitiram informação contida cinco linhas acima, no mesmo perfil, de que o "como Sócio de AMVO-Advogados, atuou como prestador de serviços jurídicos em ações de contencioso civil, revisão de contratos e projetos de modernização do Estádio do Morumbi, Sede Social, CT Barra Funda e CFA Presidente Laudo Natel em Cotia do São Paulo Futebol Clube".
De qualquer forma, em atenção à comunidade são-paulina, o advogado responderá pela enésima vez aos itens do questionário, nos itens a seguir.
1) O escritório de advocacia AMVO prestou serviços remunerados ao SPFC durante sete anos. Entre as atividades, estavam a confecção de todo e qualquer documento que pudesse conter informações jurídicas, inclusive notas à imprensa, e-mails a parceiros e artigos em veículos oficiais do clube. Fora de suas atividades e horários profissionais, em temas relacionados exclusivamente à política da agremiação, Manssur exercia o cargo honorífico de assessor da presidência de forma voluntaria e jamais cobrou um centavo do clube para desempenhar a função.
2) Conforme já explicado anteriormente a diversos órgãos de imprensa, inclusive a esta ESPN.com, os honorários cobrados pela AMVO tinham o valor máximo de R$ 520,00 por hora, cifra bem abaixo da média do mercado e metade da praticada, por exemplo, pelo ex-presidente Carlos Miguel Aidar, expulso dos quadros do Conselho Deliberativo do SPFC pelos malfeitos de sua gestão.
3) O Estatuto prevê como "órgãos integrantes da Diretoria" a Presidência, a Vice-Presidência, as Diretorias e as Diretorias Adjuntas. O cargo de assessor não é mencionado no Estatuto do SPFC em nenhuma passagem, o que deixa claro que Manssur jamais violou as regras do clube.
4) O advogado rechaça peremptoriamente mais uma "(des)informação" da ESPN.com, segundo a qual ele participou da contratação de seu escritório enquanto ocupava o cargo de assessor da presidência. Mal-informado, o site apontou suposto conflito de interesse na escolha da AMVO sem saber que o escritório começou a prestar serviços ao clube DOIS ANOS antes de Manssur ter sido nomeado assessor da presidência por Juvenal Juvêncio. É fundamental, ainda, esclarecer que Manssur jamais determinou a contratação de qualquer prestador de serviços pelo SPFC enquanto esteve no cargo de assessor. Tal atribuição foi sempre da Diretora Executiva, sem nenhuma exceção.
5) Por último, José Francisco Manssur gostaria de tornar pública sua dificuldade em entender quais são os motivos inconfessáveis pelos quais a ESPN.com (ou as fontes às quais ela está servindo) jamais questionou a existência de violação ética ou estatutária de ex-conselheiros que prestaram serviços remunerados ao clube e por que o site adota claramente uma posição política em suas matérias sobre o tema, contrariando os preceitos de imparcialidade e isenção contidos em qualquer bom Manual de Redação".
ESCLARECIMENTO DA ESPN
A ESPN lamenta que a assessoria da AMVO ataque o teor das perguntas ignorando o fato de que, durante o processo de apuração de uma reportagem, questionamentos sejam feitos justamente para sanar dúvidas. E que, de acordo com as respostas recebidas, informações sejam confirmadas ou desmentidas, e o rumo da reportagem seja mantido, modificado ou até mesmo interrompido. O teor da nota divulgada pela AMVO, contudo, não desmente e tampouco invalida nenhum dos fatos publicados na matéria. Ela apenas critica os questionamentos feitos pela reportagem. Reiteramos também que, de acordo com as notas emitidas, o valor cobrado por hora trabalhada foi de R$ 560 e não R$ 520 como informa a resposta.
Manssur responde sobre acusação faturamento de R$321 mil como assessor de Juvenal
Fonte ESPN.com
30 de Setembro de 2016
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