O presidente Leco pode até perder o mandato, caso a ação movida por um conselheiro seja aceita pelo STF (Foto: Divulgação/SPFC)
Após a vitória na assembleia geral dos associados no último dia 6, a diretoria do São Paulo cumpre a promessa de dar sequência nos tramites para reformular o estatuto do clube de forma democrática e anuncia mais uma etapa desde processo. A partir desta quinta-feira, todos os associados ou membros do Conselho Deliberativo poderão apresentar propostas para a Comissão de Sistematização da Reforma. Dia 18 de outubro se encerrará o prazo.
Esse grupo foi formado por meio de indicações do presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, e do presidente do CD, Marcelo Pupo. Ambos indiciaram apenas pessoas com formação em direito. São elas: Carlos Eduardo Ambiel, Carlos Eduardo Monteiro Teixeira, Eduardo Alfano Vieira, José Alberto Rodrigues dos Santos, Roberto Natel, Rodrigo Rocha Monteiro de Castro, Sergio Luiz Galindo, Silvio Paulo Medici e Wanderson Martins Rocha.
Desde o ano passado, essa Comissão já iniciou a análise de propostas, que deve aumentar consideravelmente nestes 20 dias de prazo para a entrega da remessa, que poderá ser feita individualmente ou em grupo. Atualmente, 31 sugestões já foram entregues.
O sócio ou conselheiro que quiser exercer seu direito tem de baixar um formulário, que já está disponível no site oficial do São Paulo, e entregá-lo devidamente preenchido na secretaria do Conselho Deliberativo, que fica aberta das 9h00 às 20h00. Outra alternativa é depositar o documento na urna instalada na secretaria social do clube.
A ideia de democratizar o estatuto do São Paulo se deu em função de uma ação movida pelo conselheiro Francisco de Assis Vasconcellos, e que segue sua tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF). Vasconcellos e seu grupo de opositores entendem que a manobra estatutária feita em 2004 é ilegal em função das alterações terem ocorrido sem a consulta dos sócios. À época, Juvenal Juvêncio foi beneficiado com um inédito terceiro mandato.
Até agora, todos os recursos do clube foram rejeitados e a esperança da atual gestão é de que o resultado da assembleia, com toda essa participação dos sócios no desenvolvimento do novo estatuto, reverta o caso. A decisão do STF será a última e é irreversível.
O novo estatuto deve ser apresentado para apreciação do Conselho Deliberativo até fevereiro. Após isso, todos os sócios adimplentes do clube – cerca de 6.200 – dariam um novo e definitivo aval, democratizando as alterações, como tanto pedem os opositores. Este engajamento não acontece desde 1937 na história do Tricolor do Morumbi.
Associados terão 20 dias para sugerir mudanças no estatuto tricolor
Fonte Gazeta Esportiva
17 de Agosto de 2016
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