O São Paulo terminou o duelo com o Botafogo com 63% de posse de bola. Foram 15 finalizações a gol, mas apenas três no alvo. A pressão foi intensa, até os 48 minutos do segundo tempo, quando os cariocas marcaram na única bola em que conseguiram, acertar a meta de Denis. E já não é a primeira vez que o Tricolor se impõe em campo, martela, mas termina sem fazer o necessário para chegar à vitória. Recentemente foi assim com o Atlético-MG e com a Chepcoense.
Neste domingo, André Jardine se despediu do comando do elenco para passar o cargo a Ricardo Gomes, que assume o time no próximo domingo, diante do Internacional, no Beira Rio. E o interino espera que seu sucessor encontre uma maneira de acabar com o problema de pontaria dos jogadores são-paulinos.
“O São Paulo, se não fez uma atuação brilhante, e não fez, foi o time que teve a maior insistência, buscou o gol do primeiro ao último minuto. No segundo tempo, na única bola que teve, o Botafogo acabou fazendo o gol. A gente lamenta por todo o trabalho feito na semana, que foi muito bom, mas temos de ter muito claro que o São Paulo é um time em formação ainda, os jogadores estão se descobrindo. Está melhorando, mas longe do ideal. Tenho certeza que o Ricardo vai conseguir corrigir essa ineficiência na hora de fazer o gol, que está atrapalhando um pouquinho”, admitiu Jardine, garantindo que Ricardo Gomes será muito bem recebido no clube.
“Pela receptividade que eu tive de todo o grupo, não tenho dúvida de que o Ricardo também vai ser bem recebido. O São Paulo tem um plantel com caráter diferenciado, lideres e um grupo com muita vontade de colocar o São Paulo nessa briga lá em cima também. Foi muito gratificante os 10 dias de trabalho que eu tive, acrescentaram demais na minha carreira e não tenho dúvida de que o grupo vai terminar o ano brigando mais em cima na tabela”, avisou o técnico, que agora volta a comandar a equipe Sub-20 tricolor.

Kelvin, apesar de sempre insinuante, mais uma vez deixou o jogo substituído e sem balançar as redes (Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press)
Em sua segunda e última entrevista coletiva como treinador do time profissional do São Paulo, André Jardine fez questão de ressaltar que atualmente o clube não tem problema de falta de protagonismo no elenco e que essa situação não tem relação com o excesso de gols perdidos, e reafirmou sua confiança na volta por cima do time a partir de agora, com um novo comandante.
“Hoje (o problema) não é (falta de um protagonista). Não é, porque o futebol é feito desse tipo de situação. De um time que tem volume grande, obviamente que em casa fomos tornando a equipe mais ofensiva, correndo riscos. Buscávamos a vitória, porque um ponto não faria tanta diferença. A gente arriscou e teve o merecimento do gol. Houve a dedicação. Faz parte do futebol. Infelizmente, as circunstâncias não ajudaram muito. Se continuar com essa produtividade, é difícil não fazer o gol. A tendência é melhorar”, concluiu Jardine.