A Libertadores que se cuide, o São Paulo acordou - Por Layla Reis

Recorde de público. Melhor atuação de um time brasileiro no ano. Isso é São Paulo, isso é Libertadores.

Fonte SPFC.Net
A maior atuação de um time brasileiro no ano. Esse é o resumo do São Paulo no primeiro jogo classificatório das oitavas de finais da Libertadores. O fusca está virando Ferrari, nosso São Paulo acordou de um sono profundo e está a todo vapor. Como já havíamos dito: em noite de Libertadores tudo pode acontecer e aconteceu.
O time desacreditado que passou da primeira fase a trancos e barrancos ainda não convencia sua torcida. O vídeo dos bastidores do jogo contra o The Strongest nos dava indícios de um time unido, de um grupo entrosado e focado na competição.
Desde as 17h as redondezas do Morumbi já estavam tricolores, aos poucos pessoas de todo o estado (não só da cidade) foram chegando ao estádio para apoiar ao time. O frio de 18º não espantou os torcedores.

Foto: Sung Bin Shin
A sorte não parecia a nosso favor. No gol, resolvemos a questão com Renan Ribeiro mas no ataque Calleri estava suspenso, Kardec com virose e a única alternativa seria Centurion desacreditado pela torcida. O reserva do reserva do reserva. Há poucas horas do jogo, Kardec avisou que sentia-se bem para jogar mas Bauza parecia indeciso. Tensão no ar.
Às 19h40 a praça Roberto Gomes Pedrosa incendiava-se com os sinalizadores vermelhos e os bandeirões gigantes ao redor do portão 01. Era a torcida que espremia o estádio, cantava alto, erguia as mãos aos céus, gritava com amor e exaltava com energia a chegada do ônibus - que foi chegando devagar a pedido de Paulo Henrique Ganso que combinou com o motorista desde o último jogo para que os jogadores sentissem a vibração da torcida na entrada. Deu certo, Maestro, nós transmitimos nossa vontade, vocês entenderam e mensagem e responderam em campo.

Apita o juiz, bola rolando, coração a mil. Toluca foi considerado por muitos críticos como grande oponente. Sofreu apenas 5 gols durante a primeira fase, houveram os que disseram que nós não teríamos chace de passar. Pois é, desde o primeiro minuto o São Paulo mostrou o contrário: time unido, todos correndo, entrosamento notável.. meu Deus, que time é esse?
Mas a tensão ainda estava no ar, perdemos muitas tentativas de gols no começo do jogo porém, aos 21 do primeiro tempo, ele que queria se redimir com a torcida, aquele jogador de seleção (que entendeu que a única seleção verdadeira é tricolor), o homem que sabe jogar bola e resolveu vestir a armadura para nos mostrar que quer entrar pro hall de ídolos do São Paulo recebe arremesso do Bruno ( DO BRUNO!) e manda de primeira no angulo. Gol do Michel Bastos! Golaço! Golaçooo do número 7 que corre vibrando, batendo a mão no braço como quem diz "Aqui é trabalho", sobe no símbolo do São Paulo, comemora com emoção (cena linda!) e explode o Morumbi. É, MICHEL BASTOS! Michel, nós entendemos o seu recado, você voltou e nós agradecemos! Valeu!
Os torcedores se abraçavam, o espirito de Libertadores estava no ar com direito a comemoração no símbolo mas era pouco e não garantia muita coisa. Nossos guerreiros sabiam disso e aos 44 minutos, dos pés do zagueiro Rodrigo Caio praticamente no meio campo saiu um passe certeiro/perfeito que deixou Centurion próximo da grande área pronto para ajeitar categoricamente e chutar com perfeição. GOLAÇO! Um espetáculo! Pessoas pulando, se abraçando! O menino Centurion, tão desacreditado pela torcida, dançava em campo e sua música era o som da comemoração.
Intervalo, 2x0, o torcedor respira mais aliviado, comenta sobre os outros jogos da rodada e aguarda pra saber qual São Paulo subirá em campo: o que acha que está com jogo ganho e faz cera caminhando em campo ou o que vai pra cima e se garante até o minuto final.
Em 7 minutos o tricolor paulista responde à torcida: subimos para atropelar. Michel Bastos recebe na lateral e entrega para Thiago Mendes - que também estava em má fase - que tabela com Ganso dentro da área, mira e é gol. Bum! Copos voando, desconhecidos se abraçando, todos pulavam sem direção. É GOL!!!! O São Paulo entendeu! O São Paulo acordou! 3 x 0 no Toluca! Há um mês atrás 3 x 0 em qualquer time do interior paulista já era um resultado do caramba! Imagina no Toluca em pleno mata-mata! Pelo amor de Deus, o que foi que aconteceu?
Thiago Mendes se ajoelha, ergue as mãos para os céus e agradece. Digno de emoção. Todos nós agradecemos, Thiago. Que noite! Que fase! Que orgulho! Não existem palavras suficientes para descrever! A união de vocês também nos une, nos transborda de alegria! Obrigada!
Mas eu disse que eles subiram pra golear e 3x0 não é goleada. Pois é, chocolate tricolor. Tanque de guerra atropelando. Aquele menino que já saiu vaiado do campo no passado, aquele pequeno garoto que veio como promessa e rompeu amizade com o futebol, enfim, fez as pazes hoje. Michel Bastos cruza pra dentro da área, Centurion recebe, dá o primeiro chute entre 2 zagueiros e o goleiro, caído consegue o segundo chute que passa por todos e balança as redes. O menino se emociona, levanta-se e corre sendo abraçado por todos os seus colegas. CEN-TU-RI-ON! CEN-TU-RI-ON! Sim, você está sendo reconhecido merecidamente. O mérito é todo seu! Fez sua parte, se garantiu, mostrou quem é e a que veio. Em mata-mata de Libertadores, desacreditado pela torcida, sem auto-estima, em má fase sendo reserva do reserva, ele entre e balança as redes duas vezes com grandeza. Valeu, Centurion!

Aos 15 do segundo tempo a partida já estava encerrada para nós. Fizemos a ÔLA nas arquibancadas, gritamos para nossos guerreiros, aplaudimos todos os jogadores. Ficamos em êxtase até o apito final.
Finalmente o São Paulo entendeu que precisa ser um time. Um time de verdade, um grupo unido e fechado, uma equipe. Todos estão no mesmo barco e se o barco afundar, todos afundarão juntos. Estamos no meio de uma guerra e toda semana temos uma batalha, se um for derrotado, todos serão. O São Paulo compreendeu que o foco está na união. Nossos guerreiros, enfim, vestiram a armadura.
Obrigada, Maestro pelo grande jogo. Kelvin se consagrando cada vez mais. Hudson segurando a bronca de ser capitão, Thiago voltando a sua boa fase, Michel fazendo as pazes com a torcida, Centurion fazendo as pazes com seu futebol. Todos estão de parabéns, todos! A todos que ajudam no vestiário, na formação do dia a dia. Ao Bauza pelo profissionalismo. Só temos que agradecer!
Principalmente a torcida que enfrentou o frio da capital paulista, vibrou a cada lance, apoiou 90 minutos e nunca, jamais abandou esse time. Nós somos o clube da fé.
Até quarta-feira que vem, no México, 80% classificados mas sempre respeitando o rival.
Segure-se, Libertadores, o São Paulo acordou.
Layla Reis
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