Jogadores do São Paulo mostram insatisfação com Bauza
Fonte Folha de S. Paulo
5 de Abril de 2016
Foto: Juan Mabromata - 10.mar.2016/AFP
A vitória nesta terça (5) sobre o Trujillanos, da Venezuela, no Morumbi, é fundamental para a pretensão do São Paulo de se classificar para as oitavas da Libertadores.
Se perder ou até empatar, ainda não estará eliminado no Grupo 1, mas precisará de triunfos sobre River Plate (em casa) e The Strongest (na altitude de La Paz) nas duas últimas rodadas para avançar. Ou seja, dois feitos difíceis.
O que torna a situação ainda mais complicada é que o elenco não vive bom momento com o treinador argentino Edgardo Bauza. Logo ele que foi contratado em dezembro em meio a grande expectativa, já que tem no currículo dois títulos de Libertadores, com LDU (2008) e San Lorenzo (2014).
Um das principais críticas de parte do elenco, conforme apurou a reportagem, é a dificuldade de comunicação.
Diferentemente do colombiano Juan Carlos Osorio, que comandou o São Paulo de maio a outubro de 2015 e hoje está à frente da seleção do México, Bauza não se esforça em aprender português, o que tem irritado atletas que, não raro, se confundem com as orientações dele.
Há reclamações de que o técnico trabalha com um time nos treinamentos, mas no momento do jogo escala uma outra formação.
Foi o que aconteceu, segundo relato de um jogador, antes do clássico contra o Palmeiras, que o São Paulo perdeu por 2 a 0, em 13 de março. O meia Daniel não treinou entre os titulares, mas foi o escolhido no vestiário para entrar em campo.
Há rusgas mais aparentes entre o elenco e o técnico. No sábado (2), na vitória sobre o Oeste, o volante Thiago Mendes bateu boca com membro da comissão técnica após ser substituído. Coincidência, ou não, Bauza barrou Thiago Mendes do jogo desta noite e vai escalar João Schmidt.
Em campo, o zagueiro Maicon passou por cima de ordem do técnico e chutou –e errou– pênalti que deveria ter sido cobrado por Ganso.
"Não há problema entre o técnico e o elenco. Estamos no dia a dia e já teríamos identificado se tivesse algo", disse Luiz Cunha, diretor de futebol que assumiu no fim de março o cargo que era de Ataíde Gil Guerreiro.
A saída de Guerreiro, que o contratou, incomodou Bauza. Mas não foi só isso.
Para ser a "ponte" entre Bauza e os jogadores, a diretoria contratou como auxiliar o ex-volante Pintado, que era treinador do Guarani. Bauza foi apenas comunicado.
"Pintado sabe que vem como auxiliar, que não há chance de ser técnico. E o Bauza aceitou sem problema", assegurou Cunha.
A vitória nesta terça (5) sobre o Trujillanos, da Venezuela, no Morumbi, é fundamental para a pretensão do São Paulo de se classificar para as oitavas da Libertadores.
Se perder ou até empatar, ainda não estará eliminado no Grupo 1, mas precisará de triunfos sobre River Plate (em casa) e The Strongest (na altitude de La Paz) nas duas últimas rodadas para avançar. Ou seja, dois feitos difíceis.
O que torna a situação ainda mais complicada é que o elenco não vive bom momento com o treinador argentino Edgardo Bauza. Logo ele que foi contratado em dezembro em meio a grande expectativa, já que tem no currículo dois títulos de Libertadores, com LDU (2008) e San Lorenzo (2014).
Um das principais críticas de parte do elenco, conforme apurou a reportagem, é a dificuldade de comunicação.
Diferentemente do colombiano Juan Carlos Osorio, que comandou o São Paulo de maio a outubro de 2015 e hoje está à frente da seleção do México, Bauza não se esforça em aprender português, o que tem irritado atletas que, não raro, se confundem com as orientações dele.
Há reclamações de que o técnico trabalha com um time nos treinamentos, mas no momento do jogo escala uma outra formação.
Foi o que aconteceu, segundo relato de um jogador, antes do clássico contra o Palmeiras, que o São Paulo perdeu por 2 a 0, em 13 de março. O meia Daniel não treinou entre os titulares, mas foi o escolhido no vestiário para entrar em campo.
Há rusgas mais aparentes entre o elenco e o técnico. No sábado (2), na vitória sobre o Oeste, o volante Thiago Mendes bateu boca com membro da comissão técnica após ser substituído. Coincidência, ou não, Bauza barrou Thiago Mendes do jogo desta noite e vai escalar João Schmidt.
Em campo, o zagueiro Maicon passou por cima de ordem do técnico e chutou –e errou– pênalti que deveria ter sido cobrado por Ganso.
"Não há problema entre o técnico e o elenco. Estamos no dia a dia e já teríamos identificado se tivesse algo", disse Luiz Cunha, diretor de futebol que assumiu no fim de março o cargo que era de Ataíde Gil Guerreiro.
A saída de Guerreiro, que o contratou, incomodou Bauza. Mas não foi só isso.
Para ser a "ponte" entre Bauza e os jogadores, a diretoria contratou como auxiliar o ex-volante Pintado, que era treinador do Guarani. Bauza foi apenas comunicado.
"Pintado sabe que vem como auxiliar, que não há chance de ser técnico. E o Bauza aceitou sem problema", assegurou Cunha.
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