Kieza mantém linhagem explosiva de artilheiros no São Paulo e faz até a filha herdar pulso firme na família

Novo centroavante do Tricolor vestirá a camisa 9, que já protegeu os valentes Luis Fabiano e Serginho Chulapa; Em casa, quem manda é a pequena Ana Clara, de apenas nove anos

Fonte LANCE!Net
23 de Janeiro de 2016
Aos 9 anos, Ana Clara tem voz firme para tomar decisões na casa de Welker Marçal Almeida. Temperamental como o pai, a garota briga para ter o que deseja e, assim, conquistou até mesmo um lugar fixo na cama de casal. E é preciso respeitar o posto da menina, xodó do novo centroavante do São Paulo.
Kieza cuida da filha como se lutasse até a última gota de suor para desarmar um zagueiro adversário ou desviar um cruzamento em direção às redes. O capixaba de Vitória sabe que já errou muito na vida e nem sequer pensa em deixar quem está por perto desperdiçar as mesmas oportunidades. Por isso grita, cobra, xinga e vibra. Muito.
– Sou um cara que cobro muito mesmo. Depois que fiquei mais experiente passei a cobrar mais, passei a ter mais de liderança, me soltar um pouco mais, o futebol hoje é assim, precisamos de jogadores que corram e lutem o tempo todo. Não podemos desistir porque sempre podemos ganhar o jogo no fim. Nunca faço uma projeção de gols. O que prometo é entrega e raça – explicou.
O atacante goleador e explosivo encontrou na manhã de sexta uma armadura acostumada a sofrer com soldados intempestivos. A camisa 9 são-paulina, dos valentes artilheiros Luis Fabiano e Serginho Chulapa, foi entregue a Kieza com o peso dos ídolos, mas o centroavante sorriu. Posou com paciência para cada fotógrafo no CT da Barra Funda e encarou a pressão com notável calma.

Kieza parecia apreciar um oásis no meio do deserto, mas sem as miragens da ilusão. O que o novo 9 tricolor transparece é confiança. É como se acreditasse em seu potencial da mesma forma como faz piada com os amigos no Facebook para provocá-los após vitórias em partidas de sinuca e corridas de kart.
As dezenas de tatuagens espalhadas pelo corpo ajudam a contar a história do centroavante. Do início anônimo no Espírito Santo, do fracasso em Fluminense e Cruzeiro e do sucesso unânime no Nordeste. E, claro, com o toque de paixão de um casamento improvável que já dura oito meses. Enquanto brilhava com a camisa do Bahia, o artilheiro foi parado justamente pela musa do rival Vitória. Desde então, busca refúgio em Naiane Oliveira para descarregar as tensões vividas dentro de campo.
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