O São Paulo finalmente estreou na temporada 2016. O primeiro jogo sob o comando do técnico argentino Edgardo Bauza aconteceu no estádio Defensores del Chaco, na capital paraguaia. O jogo amistoso contra o Cerro Porteño, foi à maneira encontrada para compensar a liberação de Diego Lugano, do contrato que possuía com a equipe azul grená. A renda da partida ficou integralmente para os rivais.
Fora das quatro linhas não houve nenhum ganho. No campo de jogo, a vitória por 1x0 marcou o início de uma nova era de futebol de resultado. Foi uma “goleada” no estilo Patón.

Apesar do pouco tempo de trabalho do técnico argentino, num modo geral, se percebeu uma nova atitude nos jogadores, se posicionaram melhor, mais próximos e compactados, sobretudo, no segundo tempo.
A partida era apenas um amistoso, mas, depois algum tempo o que se viu foi um time mais sólido na parte defensiva. Denis, pela primeira vez com a camisa número 1, pouco trabalhou.

O time começou um pouco perdido. Mas, aos poucos com as orientações vindas do banco de reservas foi se encontrando na partida. Bauza se mostrou bastante participativo, gesticulando e orientando em várias ocasiões.

Talvez, o novo comandante seja a grande contratação deste semestre.
A formação do 4-2-3-1 ficou nítida quando a equipe mantinha a posse de bola. O esquema se alterava praticamente para um 4-4-2/4-5-1 quando era atacado.

Definitivamente, o conceito implantando por Osorio de futebol total e extremamente agressivo é página virada.
O conceito adotado por Patón difere do colombiano quanto às funções dos atletas, enquanto um pregava que todos deveriam desempenhar várias funções, o outro prefere que o jogador se atenha a desempenhar uma única função e bem, dentro de um espaço previamente determinado.
Apesar de ter colocado o lateral Carlinhos na função de ponta, assim como fazia o antecessor estrangeiro, logo, retomou suas características mais conservadoras fechando o setor esquerdo com Reinaldo. E no momento em que percebeu que a partida estava controlada e o resultado estava praticamente garantido, tratou de dar segurança à outra lateral, trazendo ao jogo o quase esquecido colombiano Wilder Guisao para auxiliar Bruno na marcação.
É preciso que o torcedor se acostume com esse conceito, 1x0, 2x1, 2x0, serão a realidade do São Paulo, sob o comando de Bauza. Eventuais goleadas podem acontecer, será exceção. O pragmatismo e a disciplina tática são as principais virtudes do Patón, e esta será a regra.
As estatísticas dos jogos do San Lorenzo comprovam a teoria.



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Com relação à atuação dos atletas, os destaques ficaram, mais uma vez, para o volante Thiago Mendes, obviamente, pelo gol marcado, além da movimentação intensa e boa marcação. Rodrigo Caio, que se mostra cada vez mais seguro na posição de zagueiro pela direita. Alan Kardec que atuou praticamente como um pivô desviou bolas aéreas para as pontas, sofreu faltas próximas à grande área, triangulou no lance que resultou no gol de Thiago Mendes. Lembrou um pouco os tempos do glorioso “Chulapa”. Vale ressaltar que a jogada que resultou no gol, foi treinada exaustivamente durante a semana. O estreante Mena mostrou o porquê de sua contratação, nada genial, porém, eficiente, foi discreto, mas cumpriu sua função. Hesitou entre chutar e dar um passe quando ficou cara a cara com o goleiro adversário, mas, no geral foi bem e não comprometeu. O sempre criticado Bruno, talvez, atento às especulações sobre a chegada de um grande concorrente, tratou de se mostrar mais atento e participativo. Correu o tempo todo, ajudou na marcação, driblou, fez cruzamentos. O “Maestro”, Paulo Henrique Ganso, num contexto geral foi bem, porém, dele sempre se espera um algo a mais.

Os destaques negativos ficaram por conta de Centurión e Michel Bastos. O gringo até mostrou mais lucidez, acertando um pouco mais os passes, evitou os famosos “dibres” desnecessários em algumas vezes. Mas, pouco acrescentou ao desempenho da equipe. Quanto ao camisa 7, mais uma vez, provou que jogar invertido não é sua especialidade. A necessidade de parar a jogada para “trocar de pé”, deixa o time mais lento na transição defesa/ataque e em muitas oportunidades acaba prejudicando uma possibilidade de contra ataque, algumas inversões de jogo totalmente desnecessárias e mal feitas. Talvez, lhe falte um pouco de humildade para admitir que ali, não é o seu lugar.

Sobre a expulsão de Breno, não há como condenar o jogador. O primeiro lance que resultou em cartão amarelo foi o reflexo de sua falta de ritmo e tempo de bola. Mas, sua atitude e garra devem ser destacadas. Junto com Lugano, com boa forma física e ritmo de jogo podem recuperar a solidez e o respeito necessários na linha defensiva de um time campeão.
Os demais tiveram atuações apenas regulares, sem grandes destaques. Talvez, apenas a correria de Rogério no final da partida mereça algum destaque.
O ano começou para o amado clube brasileiro, o time que jogou ontem à noite ainda não é o que jogará o Paulista nem a Libertadores, reforços estão chegando, darão outra dinâmica, alguns garotos serão aproveitados. Algum tempo e muito trabalho são necessários para que o time encaixe e os verdadeiros resultados (clássicos e jogos decisivos) apareçam.
A expectativa de um ano com algum título é muito boa. Atenção aos movimentos na área técnica e bienvenidos à era do futebol de resultado!
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