Protagonista de briga, Independente esteve suspensa em SP até novembro

por Martin Fernandez e Vicente Ceda

Fonte Bastidores FC
18 de Janeiro de 2016
Protagonista da briga com policiais no jogo do São Paulo contra o Rondonópolis, no último domingo, em Mogi das Cruzes, pela Copa São Paulo, a torcida Independente esteve suspensa dos estádios paulistas até a 34ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Seus integrantes foram proibidos de ir às arquibancadas com artigos que identificassem a organizada por recomendação do Ministério Público à Federação Paulista de Futebol. O motivo foi o mesmo do último final de semana: um conflito com policiais.
Em 29 de agosto do ano passado, quando o São Paulo bateu a Ponte Preta por 3 a 0 no Morumbi, a Polícia Militar deteve 14 torcedores que teriam agredido membros da corporação com pedras, garrafas e fogos de artifício.
Em ofício enviado ao Ministério Público, a PM paulista informa que entre os detidos estavam quatro líderes da Independente: Ricardo Barbosa Alves Maia, o Negão; Henrique Gomes de Lima, o Baby; Alessandro Oliveira Santana, o Batata; Allan Aquino de Souza, o Chocolate.
Diante da solicitação dos promotores, a federação decidiu proibir a entrada dos torcedores da Independente em 11 de setembro – a mesma resolução também suspendia a Camisa 12, do Corinthians, por tumultos na arena alvinegra, sem relação com os são-paulinos.
A determinação foi revogada apenas em 19 de novembro, após novo ofício do Ministério Público, que informava como superados os motivos da proibição, “uma vez que nenhum de seus integrantes se envolveu em atos de violência, até a presente data”.
A Independente publicou nota em seu site em que afirma que foi a PM quem iniciou o tumulto em Mogi das Cruzes, mesma versão de vizinhos do estádio Nogueirão. Torcedores e policiais ficaram feridos, dois veículos foram depredados, mas ninguém foi preso.
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