Jesus Lopes esteve na diretoria tricolor entre 2002 e o início de 2015, quando foi dispensado por Aidar (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)
“Resolver suas questões internamente faz parte da cultura do São Paulo”, foi o que disse o ex-dirigente e atual conselheiro do São Paulo, João Paulo de Jesus Lopes, sobre a atual crise política tricolor, que se tornou praticamente pública após o vazamento de um e-mail do ex-vice-presidente de futebol Ataíde Gil Guerreiro com denúncias contra o atual mandatário, prestes a renunciar ao cargo, Carlos Miguel Aidar.
Para Jesus Lopes, que comandou o departamento de futebol do clube durante as gestões de Marcelo Portugal Gouvêa e Juvenal Juvêncio, a exposição excessiva do caso à mídia pode ser prejudicial ao clube. Mas as denúncias de cobrança ilegal de comissões em negociações de atletas, como o zagueiro Iago Maidana, e o acerto com a fornecedora Under Armour devem ser apuradas pelo Conselho Deliberativo.
“Discrição não significa aval para irregularidades. O estatuto tem dispositivos para que aquilo que tiver de ser apurado, seja. Pela minha convicção, essas questões devem ser tratadas internamente. Excesso de informação gera excesso de especulação, e isso não é positivo”, disse, em entrevista ao canal ESPN Brasil.
“O Conselho (Deliberativo) tem instrumentos, e não vai permitir que as denúncias sejam jogadas para baixo do tapete. As coisas serão apuradas. Eu vi uma declaração do presidente, e ele disse que explicará que houve um mal-entendido em sua conversa com o Ataíde. Talvez seja até do interesse dele (Aidar) que as coisas sejam melhor apuradas”, disse o ex-dirigente e atual conselheiro tricolor, fazendo referência à gravação que Ataíde Gil Guerreiro diz ter do atual mandatário oferecendo divisão de comissões irregulares em negociações.
João Paulo de Jesus Lopes ainda demonstrou total apoio a Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco, atual presidente do Conselho Deliberativo, que assumirá provisoriamente o cargo máximo do clube assim que a renúncia de Aidar for protocolada, o que deve ocorrer nesta terça-feira. Então, seu papel será convocar novas eleições em 30 dias, nas quais deve ser forte candidato.
“Sou da capital, mas se diz no interior que depois da geada vem a florada. Essas experiências sempre nos trazem algo positivo. Claro, o São Paulo deve tomar algumas providências. Trabalhei algum tempo com o Leco, ele é uma pessoa diferenciada. Ele não vive do futebol, tem profissão definida (advogado) e é bem-sucedido nela. Ele conhece a fundo o clube e seus problemas. Está absolutamente preparado para conduzir esse momento de transição”, avaliou Jesus Lopes, que também rejeitou qualquer possibilidade de se lançar como candidato à presidência do Tricolor, mas admite que pode assumir algum cargo na diretoria caso sua ajuda seja solicitada.
“Acredito que o São Paulo em breve voltará a trilhar seu caminho de sucesso. A instituição pode sair mais forte dessa crise, e tem estrutura para isso. Também acredito que quem assumirá a presidência e a diretoria é plenamente capacitado para conduzir essa transição. E, como o personagem 007 (espião James Bond, de série de filmes de ação) diz: ‘never say never’ (nunca diga nunca), mas não tenho vontade de voltar à diretoria”, finalizou.
Jesus Lopes pede discrição, mas diz que denúncias serão apuradas
Fonte Gazeta Esportiva
12 de Outubro de 2015
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