Não desistam do Ganso
por PC Vasconcellos
Fonte Blog do PC Vasconcello
9 de Julho de 2015
Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net
Olá,
Faço parte de um reduzido grupo que não atirou pedra no Dunga pelo fato de ter deixado o Neymar no Brasil na Copa do Mundo de 2010. Mas integro uma outra chapa que lamentou a ausência do Ganso naquela mesma competição. Acreditava que ali estava o antigo meia armador, banido dos campos brasileiros na segunda metade dos anos 90 com pompa e circunstância e a quem procuramos desesperadamente pelo menos nos últimos dez anos. O tempo se encarregou de, no mínimo, colocar em dúvida minha certeza. Vários técnicos já dirigiram o Ganso - em clubes e na Seleção Brasileira - e não conseguiram fazê-lo jogar o futebol com o qual ele acenou naqueles tempos iniciais de Santos.
Sou um otimista de carteirinha, apesar das frustrações e desencantos aqui e ali. Em nome deste otimismo, eu fico a me perguntar se a decepção que o Ganso causa não passa pelo fato de ainda não ter tido a treiná-lo um profissional que conseguisse decifrar os mistérios que o cercam e travam um futebol que, cada vez mais raramente, mostra lampejos de um jogador que nos desacostumamos a ver. Não tenho a menor idéia se o Osório terá paciência - e este me parece ser o caso - para insistir com ele. Tomara que tenha e tomara que o Ganso seja receptivo para trilhar um caminho de sucesso. Um dos maiores problemas na vida de jogadores de futebol é que eles não tem amigos, embora achem que estão cercados deles. Os que o rodeiam, salvo raras exceções, são súditos dispostos a usufruir de tudo aquilo que a fama e fortuna, cada vez mais rápidas, trazem. Mas não dá para ficar calado diante de uma cena explícita de desperdício de talento que é ver o Ganso jogando. Alguém precisa abrir aquela caixa e despertar um talento que deitou em berço esplêndido e de lá não quer sair.
Olá,
Faço parte de um reduzido grupo que não atirou pedra no Dunga pelo fato de ter deixado o Neymar no Brasil na Copa do Mundo de 2010. Mas integro uma outra chapa que lamentou a ausência do Ganso naquela mesma competição. Acreditava que ali estava o antigo meia armador, banido dos campos brasileiros na segunda metade dos anos 90 com pompa e circunstância e a quem procuramos desesperadamente pelo menos nos últimos dez anos. O tempo se encarregou de, no mínimo, colocar em dúvida minha certeza. Vários técnicos já dirigiram o Ganso - em clubes e na Seleção Brasileira - e não conseguiram fazê-lo jogar o futebol com o qual ele acenou naqueles tempos iniciais de Santos.
Sou um otimista de carteirinha, apesar das frustrações e desencantos aqui e ali. Em nome deste otimismo, eu fico a me perguntar se a decepção que o Ganso causa não passa pelo fato de ainda não ter tido a treiná-lo um profissional que conseguisse decifrar os mistérios que o cercam e travam um futebol que, cada vez mais raramente, mostra lampejos de um jogador que nos desacostumamos a ver. Não tenho a menor idéia se o Osório terá paciência - e este me parece ser o caso - para insistir com ele. Tomara que tenha e tomara que o Ganso seja receptivo para trilhar um caminho de sucesso. Um dos maiores problemas na vida de jogadores de futebol é que eles não tem amigos, embora achem que estão cercados deles. Os que o rodeiam, salvo raras exceções, são súditos dispostos a usufruir de tudo aquilo que a fama e fortuna, cada vez mais rápidas, trazem. Mas não dá para ficar calado diante de uma cena explícita de desperdício de talento que é ver o Ganso jogando. Alguém precisa abrir aquela caixa e despertar um talento que deitou em berço esplêndido e de lá não quer sair.
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