Foto: Gazeta Press
O São Paulo liderava o Campeonato Brasileiro, parecia empolgar sob o novo comando de Juan Carlos Osorio e já despontava como um dos grandes favoritos ao título. Em pouquíssimo tempo, porém, a casa caiu. A crise financeira apertou. Saiu o primeiro jogador, o segundo, o terceiro, o quarto e o quinto. O time caiu de rendimento e na tabela em nome de um respiro salarial. Mas basta dar uma rápida olhada nas contas para perceber que as vendas não foram um negócio tão produtivo assim.
No total, o São Paulo lucrou até agora 5,2 milhões de euros, cerca de R$ 19 milhões de reais na cotação atual. O valor até deve subir um pouco com a oficialização de Rodrigo Caio no Atlético de Madri, mas não subirá tanto porque o negócio, que era visto como a salvação financeira, mudou completamente. O Valencia, que pagaria R$ 44 milhões no volante, desistiu do negócio por problemas nos exames médicos, e o Atlético de Madri, novo destino, só o aceita por empréstimo, com opção de compra no final e um pagamento inicial muito menor.
Na comparação com as contas de 2014, todo esse faturamento não paga nem um mês de futebol no São Paulo. No ano passado, o clube gastou R$ 235,5 milhões com o departamento, uma média de R$ 19,625 milhões por mês.
O faturamento tão baixo com as vendas também tem uma explicação. O São Paulo não consegue lucrar tanto porque só tem fatias de seus jogadores. Souza, por exemplo, sairá por 8 milhões de euros. O clube tricolor, porém, só verá 35% desse valor, ou 3,2 milhões. A equipe também só levou 40% de Paulo Miranda e Denilson (1,08 milhão de euro e 1,24 milhão de euro, respectivamente). Além deles, Dória também deixou o clube, mas sem gerar lucro, já que estava emprestado.
E, claro, já há quem fale grosso contra a estratégia adotada. E gente bem importante dentro do clube.
"A gente entende a necessidade financeira da diretoria, mas também entendo a minha necessidade de ser campeão. São conflitos que a gente tem que resolver. As pessoas falam de dinheiro, mas nesse clube eu trabalho há 25 anos, mais cedo ou mais tarde isso se resolve, eu conheço bem. Mas você perder seis, sete jogadores, é muita venda, e aí enfraquece. A gente tinha uma expectativa de duas, três semanas atrás, que agora muda totalmente", disse Rogério Ceni após a derrota por 2 a 1 para o Atlético-PR nesta quarta-feira.
Por enquanto, porém, o presidente Carlos Miguel Aidar garante que tudo está tranquilo, que não há desmanche e que o time não precisa de reforços.
"Não tem desmanche. Temos um elenco de 34 jogadores. Saírem três ou quatro jogadores não é um desmanche. Vamos pagar o quarto mês, o direito de imagem. Independente desse dinheiro, o São Paulo tem outras receitas. O São Paulo não está pensando em contratações, tivemos a feliz oportunidade do Lyanco e do Matheus Reis podendo estrear (contra o Atlético-PR). Temos um bom elenco, esse é o projeto do São Paulo, valorizar a base", disse.
Desmanche não paga nem um mês de futebol do São Paulo
Fonte ESPN
2 de Julho de 2015
Avalie esta notícia:
10
60
VEJA TAMBÉM
- URGENTE! Guerra política explode no São Paulo: Olten destitui Comissão de Ética e caos toma conta do Conselho- VAI TER DINHEIRO PRA TROCAR O TÉCNICO? São Paulo pede fortuna à BYD para mudar nome do Morumbi
- BOMBA: Áudio absurdo de Harry Massis é vazado na internet e gera polêmicas
- Harry Massis admite que São Paulo não tem dinheiro para demitir Roger Machado
- EXCLUSIVO: Roger Machado vai cair? Conversamos com a diretoria do São Paulo