São Paulo faz faxina e com o que tem de direito, já lucra quase 50 milhoes

Diretoria utiliza período de transferências internacionais para aliviar o caixa e desonerar folha de pagamento. Último a sair foi Denilson e ainda pode vir mais

Fonte LANCE!Net
Denilson aceitou na última sexta proposta do Al Wahda e renderá cerca de R$ 4,5 milhões ao Tricolor
O São Paulo está aproveitando a janela de transferências internacionais para reforçar o caixa e desonerar a folha salarial do elenco. Depois de Rodrigo Caio e Paulo Miranda, acertou a venda de Denilson e, com as cifras a que terá direito, soma cerca de R$ 48,2 milhões obtidos em transações até agora.
O presidente Carlos Miguel Aidar comemorou o resultado dos negócios e acredita que com esses valores consegue colocar a casa em ordem, já que o clube passa por sérios problemas financeiros.
A diretoria espera usar o dinheiro para quitar compromissos com os atletas. A maioria do elenco está com três meses de direitos de imagem atrasados. A promessa é de pagar tão logo a verba do Valencia (ESP), que comprou Rodrigo Caio, entre no caixa, nos próximos dias.
No momento, o mandatário descarta usar o montante para contratar peças de reposição. Disse que o técnico Juan Carlos Osorio, que está preocupado com a faxina, terá de se virar com o que tem e utilizar os jogadores da base.
Outro argumento do dirigente para dizer que as saídas foram necessárias é a economia. A diretoria tenta reduzir os custos com o futebol (folha salarial gira em torno de R$ 8 milhões) e por isso não tem atentado apenas para os valores da venda, mas para o que não terá de gastar. A venda de Denilson é exemplo.
Pelo volante, o Al Wahda (EAU) pagará 3,1 milhões de euros (R$ 10,7 milhões), dos quais o São Paulo, dono de 40% dos direitos econômicos, ficará com cerca de 1,3 milhões de euros (R$ 4,5 milhões). A grana é considerada baixa por um jogador de passagem pela Europa, mas a diretoria considerou o alto custo para mantê-lo: pelas contas do clube, cerca de R$ 12 milhões até dezembro de 2017, data do fim do contrato do volante.
A parcela mais gorda virá da venda de Rodrigo: R$ 39,6 milhões à vista e R$ 14,1 milhões, se o atleta atinja metas. Assim, a soma das vendas passaria a R$ 62,3 milhões. Porém, a Justiça penhorou R$ 3.119.479,69 por uma dívida de 2002, referente à comissão na contratação do lateral-esquerdo Jorginho Paulista.
Com Paulo Miranda, vendido ao Red Bull Salzburgo, da Áustria, o São Paulo tinha 40% dos direitos econômicos do jogador e ficará com cerca de 1,2 milhão de euros (R$ 4,1 milhões), numa operação que girou em torno de 3 milhõs de euros (R$ 10,4 milhões).
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