Marcelo Fernandes manteve o modelo de jogo construído por Enderson Moreira no Santos, com alguns ajustes: Robinho sem tantas obrigações defensivas e menos organização nas fases de jogo, procurando a individualidade e a velocidade do quarteto ofensivo.
Se não é o que o futebol de 2015 pede, vem funcionando pela qualidade e velocidade dos jogadores. Olhe o frame abaixo: todos os santistas esperando uma perdida de bola e os são-paulinos propondo, sem contundência. Se alguém de branco recupera, Geuvânio, Lucas Lima, Robinho e principalmente Ricardo Oliveira têm muito espaço pra correr em direção ao gol.

Milton Cruz vem adotando um 4-1-4-1 de muita movimentação, mas pouca profundidade. Mas o problema não era só Muricy? Ganso novamente fez partida muito abaixo - será que esse é o normal dele? Parece ser. E o 4-2-3-1 santista foi construindo chances e mais chances até chegar ao gol.

E aí veio o gol. Ou melhor, um golaço. Atente-se aos detalhes: a jogada começa num ataque do São Paulo e Lucas Lima volta para recuperar a bola, dominá-la e ligar Lucas Otávio, que aciona Geuvânio para a emblemática corrida. A participação do moderno e inteligente camisa 20 do Santos foi fundamental para o gol.

No segundo tempo, Milton deslocou Hudson para a lateral, colocou Pato junto a Luis Fabiano e o São Paulo até melhorou...até o Santos recuperar uma bola na defesa e novamente correr em direção ao ataque. Gol de Ricardo Oliveira, para muitos um "ex-jogador" e "acabado". Hoje artilheiro do Paulista.

Depois com Centurión e Michel Bastos na lateral, o São Paulo manteve o desenho, mas foi brecado pelas duas linhas santistas, com Chiquinho e Lucas Lima pelos lados. Nem o gol de Luís Fabiano tirou a vantagem do Santos.
O Santos merece respeito mesmo quando a idade do elenco é alta e a grife é baixa. Chegar à decisão por 7 vezes seguidas não é pouco, dessa vez num clássico muito antigo que é apresentado às novas gerações: Santos x Palmeiras.